No dia 28 de janeiro de 2020 o presidente dos EUA, Donald
Trump, divulgou uma proposta de plano de paz para
israelenses e palestinos. O anúncio foi feito na Casa Branca
com a presença do primeiro-ministro israelense Benjamin
Natanyahu, afirmando ainda mais as relações diplomáticas
entre Israel e EUA. A chamada questão árabe-israelense é
um conflito territorial que perdura por décadas nos
colocando o desafio de imaginar uma solução viável para
os grupos étnicos envolvidos.
A respeito da proposta anunciada por Trump, podemos
afirmar que:
A para a resolução da divisão territorial, o projeto se
inspirou diretamente nos acordos de paz de Oslo,
assinado em 1993 na Casa Branca, que teve a presença
do então primeiro-ministro de Israel Yitzhak Rabin, o
líder palestino Yasser Arafat e o presidente americano
Bill Clinton. Trump se inspirou no papel desempenhado
por Clinton, pois o acordo de Oslo foi reconhecido
internacionalmente como a primeira grande proposta
de resolução de paz para o conflito árabe-israelense.
B bases sólidas para um acordo efetivo de paz não se
consolidaram, pois não houve consulta com as
autoridades que representam os interesses dos
palestinos a respeito das decisões postuladas pelo
plano acerca da divisão do território (vale do Jordão e
as colônias de judeus na Cisjordânia) e da
administração de Jerusalém.
C a proposta é promissora, pois apesar de não haver
representações palestinas para a sua formulação, ao
longo das décadas há maior autonomia do povo
palestino no acesso das terras e de seus recursos, da
água e de postos qualificados de emprego e,
consequentemente, do poder de negociação
diplomática, reflexo dos grandes investimentos
recebidos pelo Oriente Médio em virtude da
exploração de petróleo.
D apesar das contundentes críticas de grupos radicais
islamitas, como o Hamas, a proposta do plano de paz
foi bem recebida para negociações pela Autoridade
Nacional Palestina (ANP), como afirma a nota emitida
pelo, então ministro das relações exteriores, Riyad alMaliki. A posição da ANP reflete os esforços de Israel
em diminuir os assentamentos judeus em áreas da
Cisjordânia.
E a tentativa de promoção de paz apenas reverberou
para o aumento de tensões em Israel, já que o objetivo
central do plano envolve a devolução integral dos
territórios palestinos delimitados pela Organização das
Nações Unidas em 1947 pela Resolução 181, deixando
grupos radicais judeus insatisfeitos. As tensões fizeram
emergir as lembranças do episódio de assassinato do
ex-primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Rabin, morto a
tiros por um radical de direita em Israel.