Quase um século depois, as elites políticas à frente dos
movimentos de independência africanos, por sua própria
natureza, condições de formação e desenvolvimento,
poucas vezes colocaram em discussão o desmantelamento das fronteiras coloniais – mesmo cientes de que
estas não correspondiam à racionalidade das culturas africanas, abrindo espaços para vagas migratórias
decorrentes de catástrofes naturais, conflitos armados ou
mesmo como consequência de perseguições políticas e
religiosas.
(Leila L. Hernandez. A África na Sala de Aula, 2005. Adaptado)
O contexto descrito no excerto foi um dos resultados