A intervenção psicológica assume um papel significativo na
abordagem de situações de crise e de alta complexidade.
Acerca da atuação do psicólogo em problemas específicos
que representem maiores impactos nos pacientes e na saúde
pública, assinale a alternativa correta.
A A intervenção psicológica em caso de acidente de
trabalho pode ter como foco a reabilitação profissional.
A condição de afastamento após um acidente de
trabalho associa-se a aspectos psicológicos, como, por
exemplo, a ruptura nos projetos de vida, a perda da
identidade pessoal e profissional, a quebra do
cotidiano, a mudança nas relações familiares, o
sentimento de falha, o preconceito gerado por
eventual acusação de simulação, entre outros, por isso
é importante o suporte psicológico para o diagnóstico
na área da saúde mental e para a eficácia do programa
de reabilitação.
B A atuação do psicólogo no manejo do transtorno de
estresse pós-traumático restringe-se ao tratamento do
quadro já estabelecido e à manutenção do
funcionamento e da qualidade de vida em longo prazo,
já que não é possível pensar em estratégias de
prevenção do desenvolvimento da doença após um
evento traumático.
C Ao tratar de situações de tentativa de suicídio, isto é,
situações de crise do paciente, o psicólogo deverá
considerar os fatores envolvidos, avaliar o risco de
suicídio, realizar psicoterapia de apoio ao paciente e
encaminhá-lo a outros serviços de saúde, caso
necessário. Não cabe ao psicólogo abordar e orientar
familiares ou amigos do paciente caso haja risco
iminente de suicídio.
D O papel do psicólogo na abordagem de situações de
luto pode ser essencial para as pessoas enlutadas após
o diagnóstico de uma doença grave ou a perda de um
ente querido, por exemplo. Nesse contexto, uma
importante ferramenta para a intervenção psicológica
são os cinco estágios do luto, segundo o modelo de
Kübler-Ross, que correspondem, respectivamente, a:
negação; raiva; depressão; barganha; e aceitação.
E A intervenção psicológica no tratamento da
dependência química envolve o treinamento de novas
habilidades e estratégias cognitivas, com participação
passiva do paciente, que não pode ser
responsabilizado.