Logo
QuestõesDisciplinasBancasDashboardSimuladosCadernoRaio-XBlog
Logo Questionei

Links Úteis

  • Início
  • Questões
  • Disciplinas
  • Simulados

Legal

  • Termos de Uso
  • Termos de Adesão
  • Política de Privacidade

Disciplinas

  • Matemática
  • Informática
  • Português
  • Raciocínio Lógico
  • Direito Administrativo

Bancas

  • FGV
  • CESPE
  • VUNESP
  • FCC
  • CESGRANRIO

© 2026 Questionei. Todos os direitos reservados.

Feito com ❤️ para educação

/
/
/
/
/
/
  1. Início/
  2. Questões/
  3. Língua Portuguesa/
  4. Questão 457941200536588

Nos versos transcritos, todas as palavras em destaque estão sujeita...

📅 2020🏢 FCM🎯 Prefeitura de Contagem - MG📚 Língua Portuguesa
#Acentuação Gráfica: Tipos de Palavras#Ortografia

Esta questão foi aplicada no ano de 2020 pela banca FCM no concurso para Prefeitura de Contagem - MG. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Acentuação Gráfica: Tipos de Palavras, Ortografia.

Esta é uma questão de múltipla escolha com 5 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.

1

457941200536588
Ano: 2020Banca: FCMOrganização: Prefeitura de Contagem - MGDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Acentuação Gráfica: Tipos de Palavras | Ortografia
Texto associado

 A flor e a náusea


               Preso à minha classe e a algumas roupas,

vou de branco pela rua cinzenta.

            Melancolias, mercadorias espreitam-me.

Devo seguir até o enjoo?            

Posso, sem armas, revoltar-me?


Olhos sujos no relógio da torre  

                       Não, o tempo não chegou de completa justiça.

                                    O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações

  e espera.                                     

 O tempo pobre, o poeta pobre    

fundem-se no mesmo impasse.


                           Em vão me tento explicar, os muros são surdos.

                    Sob a pele das palavras há cifras e códigos.

                 O sol consola os doentes e não os renova.

                              As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas

   sem ênfase.                                  


     Vomitar esse tédio sobre a cidade.

      Quarenta anos e nenhum problema

 resolvido, sequer colocado.       

         Nenhuma carta escrita nem recebida.

       Todos os homens voltam para casa.

          Estão menos livres mas levam jornais

                     e soletram o mundo, sabendo que o perdem.


     Crimes da terra, como perdoá-los?

            Tomei parte em muitos, outros escondi.

           Alguns achei belos, foram publicados.

       Crimes suaves, que ajudam a viver.

                  Ração diária de erro, distribuída em casa.

Os ferozes padeiros do mal.    

Os ferozes leiteiros do mal.     


           Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.

                     Ao menino de 1918 chamavam anarquista.

           Porém meu ódio é o melhor de mim.

   Com ele me salvo                      

                  e dou a poucos uma esperança mínima.


   Uma flor nasceu na rua!           

                                Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do

tráfego.                                 

Uma flor ainda desbotada     

      ilude a polícia, rompe o asfalto.

                                  Façam completo silêncio, paralisem os negócios,

  garanto que uma flor nasceu.


Sua cor não se percebe.      

Suas pétalas não se abrem.

   Seu nome não está nos livros.

        É feia. Mas é realmente uma flor.


                                      Sento-me no chão da capital do país às cinco horas

                                 da tarde e lentamente passo a mão nessa forma

  insegura.                               

                                             Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.

                            Pequenos pontos brancos movem-se no mar,

         galinhas em pânico.                      

                                        É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo

 e o ódio.                                

ANDRADE, Carlos Drummond de. A rosa do povo. São Paulo: Círculo do Livro, 1987. p. 13-14.

Nos versos transcritos, todas as palavras em destaque estão sujeitas à mesma regra de acentuação, EXCETO
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão

Acelere sua aprovação com o Premium

  • Gabaritos comentados ilimitados
  • Caderno de erros inteligente
  • Raio-X da banca
Conhecer Premium

Questões relacionadas para praticar

Questão 457941200053260Língua Portuguesa

Atente para os vocábulos numerados e, em seguida, associe corretamente a palavra à sua respectiva definição.Palavras 1) Parreira 2) Bago 3) Matreira 4...

#Semântica Contextual#Análise Textual
Questão 457941201186204Língua Portuguesa

“E toda noite agradeço com gratidão, mesmo com a indecisão do endereço.” O termo em destaque tem valor de sentido de

#Uso dos Conectivos#Sintaxe
Questão 457941201344089Língua Portuguesa

“Não faço mais projetos a longo prazo; vou até alguns meses à frente, aos compromissos já marcados [...]” Nesse fragmento, todos os conectivos poderia...

#Pontuação#Análise Textual#Estrutura Textual
Questão 457941201644351Língua Portuguesa

Qual palavra sublinhada sofreu alteração de sentido ao ser substituída pela que está entre colchetes?

#Semântica Contextual#Reescrita Textual#Análise Textual
Questão 457941201719707Língua Portuguesa

No contexto linguístico em que se encontra destacada, é possível inferir que a palavra “proteiforme”

#Análise Textual
Questão 457941201887340Língua Portuguesa

Preencha corretamente as lacunas, quanto à semântica, parte da linguística que se dedica ao estudo da significação das palavras.Segundo Cegalla (2010,...

#Paralelismo Estrutural#Análise Textual

Continue estudando

Mais questões de Língua PortuguesaQuestões sobre Acentuação Gráfica: Tipos de PalavrasQuestões do FCM