As mulheres são a maioria da população brasileira
(50,77%) e as principais usuárias do Sistema Único de
Saúde (SUS). Frequentam os serviços de saúde para o
seu próprio atendimento, mas, sobretudo, acompanhando
crianças e outros familiares, pessoas idosas, com deficiência, vizinhos, amigos. São também cuidadoras, não só das
crianças ou outros membros da família, mas também de
pessoas da vizinhança e da comunidade.
No Brasil, a saúde da mulher foi incorporada às políticas
nacionais de saúde nas primeiras décadas do século XX,
sendo limitada, nesse período, às demandas relativas à
gravidez e ao parto. As metas eram definidas pelo nível
central, sem qualquer avaliação das necessidades de saúde
das populações locais. Um dos resultados dessa prática
foi a fragmentação da assistência e o baixo impacto nos
indicadores de saúde da mulher.
Em 2003, a Área Técnica de Saúde da Mulher identifica ainda a necessidade de articulação com outras áreas técnicas
e da proposição de novas ações, quais sejam: