Envolvendo os músculos escalenos (anterior e médio), subclávio e pequeno peitoral, assim como pela clavícula e primeira
costela, o nome Síndrome do Desfiladeiro Torácico (SDT) é designado para definir diversos sinais e sintomas causados pela
compressão das estruturas neurovasculares presentes entre o
pescoço e a axila, região na qual se encontram os vasos subclávio-axilares e o plexo braquial. Algumas manobras provocativas
para a SDT têm sido descritas na literatura e são indicadas na
avaliação físico-funcional das pacientes. Considerando o exposto, assinale a afirmativa correta.
A A compressão do feixe neurovascular, na medida em que
atravessa o desfiladeiro torácico pode resultar de uma combinação de anormalidades de desenvolvimento, lesões e atividades físicas, que predispõem à compressão local. As variantes da anatomia do desfiladeiro torácico, tanto congênitas quanto adquiridas são incomuns e incluem principalmente variações na anatomia óssea e muscular. As causas
anatômicas de SDT podem ser organizadas em categorias de
tecido mole e ósseo, com prevalência das anormalidades
ósseas.
B A compressão ocorre principalmente em dois espaços: no
triângulo intercosto-escalênico e retro-coraco-peitoral. As
regiões vasculares e neurais passam por esses espaços e,
devido ao seu pequeno tamanho, qualquer deformidade
óssea ou muscular pode exercer compressão e ocasionar
sintomas clínicos neurogênicos e/ou vasculares.
C Tipicamente, podemos distinguir três formas diferentes de
SDT, cujo diagnóstico depende primariamente da estrutura
acometida. Ocasionalmente, é possível manifestar mais de
um tipo no mesmo contexto clínico. Os sintomas da forma
neurogênica incluem fraqueza, adormecimento, parestesia e
dor no membro superior acometido. A forma venosa habitualmente se apresenta com edema e dor intensa. A forma
arterial, por sua vez, cursa com dor não radicular, frialdade
do membro e palidez.
D Os sintomas clássicos da forma arterial incluem dor, parestesia nos dedos e fraqueza na parte superior da extremidade. Ao exame físico, é comum encontrar dor à
palpação acima do plexo braquial, nos músculos trapézio
e escaleno e na parede anterior do tórax, não sendo; entretanto, patognomônico da síndrome. Os sintomas costumam piorar com atividades que envolvam sobrecarga,
como pegar um objeto em uma prateleira alta; neste caso, é
indicado o teste de Wright , que, por sua vez, é realizado pela
hiperabdução e rotação externa do membro afetado, enquanto o paciente rotaciona a cabeça para o lado contralateral, sendo positivo com a obliteração total ou parcial do pulso
radial.