Ícone Questionei
QuestõesDisciplinasBancasDashboardSimuladosCadernoRaio-XBlog
Logo Questionei

Links Úteis

  • Início
  • Questões
  • Disciplinas
  • Simulados

Legal

  • Termos de Uso
  • Termos de Adesão
  • Política de Privacidade

Disciplinas

  • Matemática
  • Informática
  • Português
  • Raciocínio Lógico
  • Direito Administrativo

Bancas

  • FGV
  • CESPE
  • VUNESP
  • FCC
  • CESGRANRIO

© 2026 Questionei. Todos os direitos reservados.

Feito com ❤️ para educação

/
/
/
/
/
/
  1. Início/
  2. Questões/
  3. Língua Portuguesa/
  4. Questão 457941200545913

Quem me ver estar dançando. – Mas o negro lhe amarrou.Nos dois versos acima, do exemplo de estrofes de um bumba-meu-boi ...

1

457941200545913
Ano: 2010Banca: VUNESPOrganização: UNESPDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Morfologia Verbal | Flexão de Tempo Verbal | Pronomes Pessoais do Caso Oblíquo | Flexão de Modo Verbal | Colocação Pronominal | Morfologia dos Pronomes | Flexão de Número Verbal
Texto associado
Instrução: A questão  toma por base um fragmento do livro Comunicação e folclore, de Luiz Beltrão (1918-1986).

                                                          O Bumba-Meu-Boi

Entre os autos populares conhecidos e praticados no Brasil – pastoril, fandango, chegança, reisado, congada, etc. – aquele em que melhor o povo exprime a sua crítica, aquele que tem maior conteúdo jornalístico, é, realmente, o bumba-meu-boi, ou simplesmente boi.
Para Renato Almeida, é o “bailado mais notável do Brasil, o folguedo brasileiro de maior significação estética e social”. Luís da Câmara Cascudo, por seu turno, observou a sua superioridade porque “enquanto os outros autos cristalizaram, imóveis, no elenco de outrora, o bumba-meu-boi é sempre atual, incluindo soluções modernas, figuras de agora, vocabulário, sensação, percepção contemporânea. Na época da escravidão mostrava os vaqueiros escravos vencendo pela inteligência, astúcia e cinismo. Chibateava a cupidez, a materialidade, o sensualismo de doutores, padres, delegados, fazendo-os cantar versinhos que eram confissões estertóricas. O capitão-do-mato, preador de escravos, assombro dos moleques, faz-sono dos negrinhos, vai ‘caçar’ os negros que fugiram, depois da morte do Boi, e em vez de trazê-los é trazido amarrado, humilhado, tremendo de medo. O valentão mestiço, capoeira, apanha pancada e é mais mofino que todos os mofinos. Imaginem a alegria negra, vendo e ouvindo essa sublimação aberta, franca, na porta da casa-grande de engenho ou no terreiro da fazenda, nos pátios das vilas, diante do adro da igreja! A figura dos padres, os padres do interior, vinha arrastada com a violência de um ajuste de contas. O doutor, o curioso, metido a entender de tudo, o delegado autoritário, valente com a patrulha e covarde sem ela, toda a galeria perpassa, expondo suas mazelas, vícios, manias, cacoetes, olhada por uma assistência onde estavam muitas vítimas dos personagens reais, ali subalternizados pela virulência do desabafo”.
Como algumas outras manifestações folclóricas, o bumbameu-boi utiliza uma forma antiga, tradicional; entretanto, fá-la revestir-se de novos aspectos, atualiza o entrecho, recompõe a trama. Daí “o interesse do tipo solidário que desperta nas camadas populares”, como o assinala Édison Carneiro. Interesse que só pode manter-se porque o que no auto se apresenta não reflete apenas situações do passado, “mas porque têm importância para o futuro”. Com efeito, tendo por tema central a morte e a ressurreição do boi, “cerca-se de episódios acessórios, não essenciais, muito desligados da ação principal, que variam de região para região... em cada lugar, novos personagens são enxertados, aparentemente sem outro objetivo senão o de prolongar e variar a brincadeira”. Contudo, dentre esses personagens, os que representam as classes superiores são caricaturados, cobrindo-se de ridículo, o que torna “o folguedo, em si mesmo, uma reivindicação”.

Sílvio Romero recolheu os versos de um bumba-meu-boi, através dos quais se constata a intenção caricaturesca nos personagens do folguedo. Como o Padre, que recita:
                                  Não sou padre, não sou nada
                                  “Quem me ver estar dançando
                                  Não julgue que estou louco;
                                  Secular sou como os outros”.

Ou como o Capitão-do-Mato que, dando com o negro Fidélis, vai prendê-lo:
                                 “CAPITÃO – Eu te atiro, negro
                                                      Eu te amarro, ladrão,
                                                      Eu te acabo, cão.”

Mas, ao contrário, quem vai sobre o Capitão e o amarra é o Fidélis:

                                     “CORO – Capitão de campo
                                                     Veja que o mundo virou
                                                     Foi ao mato pegar negro
                                                     Mas o negro lhe amarrou.

                                  CAPITÃO – Sou valente afamado
                                                     Como eu não pode haver;
                                                     Qualquer susto que me fazem
                                                     Logo me ponho a correr”.

(Luiz Beltrão. Comunicação e folclore. São Paulo: Edições Melhoramentos, 1971.)
Quem me ver estar dançando. – Mas o negro lhe amarrou.

Nos dois versos acima, do exemplo de estrofes de um bumba-meu-boi recolhidas por Sívio Romero, as formas ver e lhe caracterizam um uso popular. Se se tratasse de um discurso obediente à construção formal em Língua Portuguesa, tais formas seriam substituídas, respectivamente, por:
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão

Acelere sua aprovação com o Premium

  • Gabaritos comentados ilimitados
  • Caderno de erros inteligente
  • Raio-X da banca
Conhecer Premium

Questões relacionadas para praticar

Questão 457941200244281Língua Portuguesa

Leia trechos da entrevista do pianista João Carlos Martins ao jornal O Estado de S.Paulo para responder a questão.De pianista _____ maestro, o músico ...

#Uso da Crase#Sintaxe#Morfologia dos Pronomes#Concordância Verbal e Nominal#Pronomes Pessoais do Caso Oblíquo
Questão 457941200259480Língua Portuguesa

Na afirmação – “O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo, e nada expõe mais a desigualdade do que o acesso à água e ao esgoto.” –, defende-se ...

#Análise Textual
Questão 457941200388764Língua Portuguesa

De acordo com a gramática, adjetivo é a palavra que caracteriza um substantivo. Na passagem do 5º parágrafo – A ideia inicial era produzir livros de b...

#Adjetivos#Morfologia
Questão 457941200732798Língua Portuguesa

Considere as passagens: • A crise econômica está ficando para trás, mas seus efeitos vão demorar a desaparecer. • … as vendas de produtos mais caros d...

#Conjunções#Morfologia
Questão 457941201050315Língua Portuguesa

Assinale a alternativa em que a frase está em conformidade com a norma-padrão de colocação pronominal.

#Colocação Pronominal
Questão 457941201108704Língua Portuguesa

De acordo com as informações do texto, é correto afirmar que

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual
Questão 457941201255479Língua Portuguesa

Assinale a alternativa em que há emprego de linguagem em sentido figurado.

#Análise Textual
Questão 457941201771645Língua Portuguesa

Com a interrogação – Depois do que disseram esses e outros gênios, que livro valeria a pena ser escrito? (6° parágrafo) –, o autor expressa

#Pontuação#Análise Textual#Emprego do Ponto, Exclamação e Interrogação
Questão 457941201784406Língua Portuguesa

“O preconceito linguístico está ligado, em boa medida, à confusão que foi criada, no curso da história, entre língua e gramática normativa. Nossa tare...

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual
Questão 457941201932447Língua Portuguesa

A colocação pronominal está de acordo com a norma-padrão em:

#Colocação Pronominal#Morfologia dos Pronomes

Continue estudando

Mais questões de Língua PortuguesaQuestões sobre Morfologia VerbalQuestões do VUNESP