“Durante a segunda metade do século XIX, a Europa foi tomada por um grande susto: o crescimento
desenfreado das cidades. As indústrias recrutavam quantidades cada vez maiores de trabalhadores fabris, mas
os centros urbanos eram também ocupados por outros tipos de trabalhadores informais, como biscateiros, além
de mendigos e prostitutas, sem falar dos subempregados e desempregados. A plebe urbana parecia não ter fim.
[...] Apesar disso, a revolução nas indústrias química e metalúrgica consolidavam uma crença aparentemente
inabalável no progresso e no crescimento material.” (MARTINHO, Francisco C. P. Resistências ao capitalismo:
plebeus, operários e mulheres. In: REIS FILHO, Daniel A.; FERREIRA, Jorge; ZENHA, Celeste. O século XX:
tempo das certezas. 2. ed. Rio de janeiro: Civilização Brasileira, 2003, p. 185).