Na literatura referente à Terapia Ocupacional, percebe-se um aumento quanto à elaboração e utilização de instrumentos de avaliação específicos. Dentre os instrumentos disponibilizados para uso na clínica da terapia ocupacional:
A
Auto-Avaliação do Funcionamento Ocupacional – SAOF (TEDESCO, 2000; 2010) baseada no Modelo de Ocupação Humana (KIELHOFNER, 1985). É formada por 23 questões que avalia: a causalidade pessoal; valores que organizam o comportamento do sujeito através de suas prioridades; interesses; papéis que são esperados para a idade e posição social específica; hábitos; habilidades (físicas ou mentais) e meio-ambiente Sua validade e confiabilidade ainda não foram estabelecidos.
B
Entrevista da História do Desempenho Ocupacional − EHDO (BENETTON; LANCMAN, 1998) que avalia por meio de observações do paciente psiquiátrico em ambiente hospitalar a organização das rotinas da vida diária; papéis de vida; interesses, valores e metas; percepção das habilidades, responsabilidades e influências ambientais. Há uma segunda parte, na qual os familiares são entrevistados quanto aos mesmos itens.
C
Escala de Observação Interativa de Terapia Ocupacional – EOITO (OLIVEIRA, 1995), mede mudanças em pacientes durante o período de sessões de Terapia Ocupacional. É uma escala composta por 16 itens dentre os quais: cuidado pessoal, execução de atividades, interação social e psicomotricidade aumentada. Trata-se de questionário estruturado e deve ser aplicado em pacientes adultos e infantis de hospitais-dia.
D
Classificação de idosos quanto à capacidade para o autocuidado − (CICAC) (ALMEIDA, 2003) possui duas versões: individual e para o cuidador. As questões referem-se basicamente ao Arranjo Doméstico e Familiar e sua Potencial Rede de Suporte, Perfil Social, Universo Ocupacional e Capacidade Funcional, Lazer e Trabalho (remunerado e não-remunerado). Estudos estatísticos estabeleceram valores aceitáveis de confiabilidade, validade e sensibilidade às mudanças ao longo do tempo. Por isso é um dos instrumentos mais utilizados em protocolos de avalição para idosos demenciados.
E
Lista de Identificação de Papéis Ocupacionais (CORDEIRO, 2005) baseado em conceitos descritos no Modelo de Ocupação Humana (KIELHOFNER, 1985). É auto-aplicável e sua realização constitui-se de duas etapas. Na primeira, o cliente define sua participação ou não em papéis ocupacionais no passado, presente e futuro. Na segunda, o cliente atribui a cada papel descrito (desempenhado e não-desempenhado) seu grau de importância. Pode ser utilizado em adolescentes, adultos e idosos, com qualquer tipo de disfunção e exige tempo curto para sua administração. Mais estudos são necessários para avaliar sua sensibilidade a mudanças, no caso de reavaliação, e verificação de resultados de intervenção.