O historiador Fernando A. Novais notou, com grande propriedade, que os lucros derivados da captura dos ameríndios ficavam nas mãos dos colonos. Por outro lado, a
acumulação gerada pela conexão africana acabava nas
mãos de comerciantes metropolitanos especializados
no comércio dessa mercadoria única. Novais chegou a
propor que “é começando com o comércio de escravos
que é possível entender a escravidão colonial, e não o
contrário”.
(João José Reis; Flávio dos Santos Gomes.
Liberdade por um fio – História dos quilombos no Brasil, 2021. Adaptado)
O fragmento apresenta análise relativa