A que gênero textual o fragmento apresentado a seguir
mais se alinha?
“Fonte de inspiração aparentemente inesgotável para a
cultura pop, a mitologia grega já rendeu revoluções de técnicas
de animação com ‘Fúria de Titãs’, virou jornada teen com ‘Percy
Jackson’ e foi do popular ao soturno ao longo dos anos. A
familiaridade talvez permita que ‘Kaos’, nova série da Netflix, faça
da mitologia uma releitura cafona e cartunesca de forma tão
fascinante. [...]
Se a irreverência de suas entidades é o grande charme de
‘Kaos’, a série perde força quando se distancia de sua narrativa
principal. Certas escolhas atrapalham o desenvolvimento de
alguns personagens, que acabam sendo escanteados e ficam
sem função narrativa por quase metade da temporada. Um erro
semelhante ao visto no Monsterverse de ‘Godzilla e Kong’, que
também trabalha mal seu núcleo humano, mas que parece
renascer das cinzas quando o foco volta para criaturas
mitológicas e suas nuances.
Sem medo de ser cafona, ‘Kaos’ traz um olhar curioso e
atualizado de uma mitologia rica em oportunidades. Caso seja
renovada, a série pode explorar inúmeros caminhos interessantes
para retratar a queda de deuses tão egocêntricos quanto
fascinantes.”
ZULIANI, André. Em Kaos, Jeff Goldblum lidera releitura cafona e deliciosa da
mitologia grega. Omelete, 29 de agosto de 2024. Disponível em:
https://www.omelete.com.br/series-tv/criticas/kaos-critica-netflix-serie. Acesso em:
01 set. 2024.