Um estudo realizado por Karina Nymara Brito Ribeiro (2014), sobre o processo de organização das mulheres dos castanhais,
indica a necessidade de fortalecimento desse tipo de organização. Nessa linha, a atuação profissional do assistente social na
instância legislativa deve contribuir na direção de que
A para obter êxito nas bandeiras de lutas há a necessidade de dividir os temas e as estratégias e vencer um de cada vez em
separado. Desse modo, melhor seria que a associação de mulheres agroextrativistas se ocupasse primeiro do trabalho da
terra (plantação de produtos típicos: mandioca, castanha, banana etc.) para que, após vencida essa etapa estabelecessem
as lutas especificamente políticas vinculadas à consciência coletiva.
B as transformações da situação de vida das mulheres passem pelo reconhecimento histórico de sua posição na sociedade,
no entanto, a trajetória de luta vem comprovando a total inviabilidade de garantir essas transformações, sobretudo na
condição subalterna.
C dada a controvérsia e as polêmicas que envolvem três aspectos cruciais como o direito à terra; as leis que protegem a
propriedade privada; e o meio ambiente, seria mais prudente, o assistente social, se posicionar pela negação desse debate
na esfera legislativa e indicar a necessidade de, primeiramente, se obter um parecer do Poder Judiciário.
D há necessidade de defender o direto à terra, direitos trabalhistas, direito de participação nos espaços de questionamento e
reivindicações, na medida em que, na trajetória de luta e organização das mulheres, tem sido possível questionar o seu
papel, as discrepâncias entre o trabalho masculino e feminino no campo.
E a luta por melhores condições de trabalho, renda e cidadania das mulheres não pode se sobrepor à luta de classes, assim
sendo, como não está suplantada a sociedade de classes, é muito provável de que as organizações de mulheres, tanto no
meio rural como urbano, não logrem êxito de forma continuada e efetiva.