Pacientes acometidos por câncer de cabeça e pescoço são, muitas vezes, submetidos a tratamentos e procedimentos cirúrgicos
que podem, de forma transitória ou permanente, trazer comprometimentos para as funções da motricidade orofacial. Esses
casos requerem não só uma atuação multidisciplinar, mas também o envolvimento da família que, via de regra, contribui para a
reabilitação do sujeito diante das dificuldades funcionais por ele vividas.
A atuação fonoaudiológica, nesses casos, é a de:
A Após alta hospitalar, o fonoaudiólogo deve informar ao paciente e à família sobre as sequelas típicas da intervenção
realizada e iniciar a reabilitação de acordo com as possibilidades do quadro, respeitando o período de cicatrização.
B Iniciar a reabilitação 30 dias após a intervenção cirúrgica para respeitar o período de cicatrização. O planejamento
terapêutico deve ser estabelecido assim que for realizada uma minuciosa avaliação das estruturas e funções de fala,
mastigação e deglutição. É neste momento que será possível abordar com a família as possibilidades do tratamento.
C Antes mesmo do tratamento oncológico, iniciar o atendimento fonoaudiológico para estabelecer vínculo terapêutico. Essa
conduta também permite abordar e orientar paciente e família sobre as sequelas que poderão estar presentes após a
intervenção cirúrgica, assim como as possibilidades do tratamento.
D Somente após o tratamento cirúrgico, o fonoaudiólogo deve informar ao paciente e à família sobre as sequelas típicas da
intervenção realizada e discutir com eles as possibilidades de intervenção a serem realizadas no quadro, respeitando a
liberação médica para iniciar a reabilitação, bem como o período de cicatrização.
E A atuação fonoaudiológica somente deve ser iniciada, depois da liberação médica, entre o 5o
e o 10o
dia após a
intervenção cirúrgica quando será possível realizar uma minuciosa avaliação das estruturas do sistema estomatognático.