Ao descrever as comunidades tupinambá e tupiniquim,
Hans Staden comentou: “Cada um obedece ao principal da
sua cabana. O que o principal ordena é feito, não a força ou
por medo, porém de boa vontade”. Os primeiros jesuítas,
por sua vez, lamentavam com frequência a ausência de
um “rei” entre os Tupi, reconhecendo que a fragmentação
política servia de obstáculo ao seu trabalho. Escrevendo de
São Vicente, Pedro Correia relatou que a conversão dos
índios havia de ser uma tarefa muito difícil “porque não tem
Rei; antes, em cada aldeia e casa, há seu Principal”.
(John Manuel Monteiro. Negros da terra: índios e bandeirantes
nas origens de São Paulo, 1994. Adaptado)
O excerto apresenta