A família, estrutura constituída como um todo organizado, sofre mudanças importantes e impacto emocional relevante, durante a hospitalização de um de seus
membros. As angústias, medos, sofrimentos e dúvidas
aí estarão presentes, assim como as incertezas do tratamento e prognóstico. O contato com a equipe de saúde se
torna relevante e o trabalho da Psicologia Hospitalar tem
fundamental papel junto a este grupo (LUSTOSA, 2007).
Assim, como o paciente, a família também se depara com
dificuldades no enfrentamento da situação de adoecimento/
hospitalização de um de seus membros.
I. Falta de informações adequadas sobre o estado do
paciente: nem sempre a equipe de saúde sabe o que
informar à família sobre o estado do paciente, ou
mesmo tem disponibilidade interna e/ou externa para
tal.
II. A família se vê frente a desafios na hora de eleger quem
acompanhará em sua estada no hospital. A maioria dos
hospitais tem horários de visita que não são sempre
compatíveis com a vida dos membros da família que
tem seus empregos, afazeres, tarefas, etc.
III. Responsabilidade frente a decisões difíceis: não raro,
a família se vê frente a exigências de tomadas de
decisões angustiantes (amputações, medicamentos,
procedimentos invasivos, internação em CTI etc), enfrentando situações com intenso nível de ansiedade e
dúvidas.
Sobre as dificuldades que as famílias podem encontrar,
pode-se dizer que: