Leia o texto a seguir.
Polícia se mostra despreparada para enfrentar a
criminalidade no meio digital
O celular tornou-se objeto de desejo no mundo do crime.
Roubos e furtos ultrapassaram a marca de 1 milhão de
aparelhos em 2019, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança
Pública. Depois de recuarem, mesmo assim houve 937.294
registros em 2023. A queda recente pode ser enganosa.
Embora tenham diminuído os roubos de celular, os furtos
continuam em alta. A cobiça pelos aparelhos tem razão de ser.
Para os bandidos, ele se tornou porta de entrada para outro tipo
de crime: capturar senhas de banco, cartões de crédito e débito,
aplicativos de compras e informações pessoais — e, mesmo
bloqueado, é possível vendê-lo em países onde o bloqueio de
bloqueio celulares brasileiros não funcionam.
As mudanças [na realidade do crime organizado] impõem
novos desafios à polícia. No entendimento dos pesquisadores
do FBSP, as forças da lei ainda não se adaptaram para
combater com eficiência os crimes cometidos no meio digital.
Faltam policiais treinados para enfrentar esse tipo de crime.
No futuro, é inequívoca a tendência de aumento na presença
de ataques no mundo digital, cujas portas são abertas com
facilidade principalmente pelo acesso a informações pessoais
de celulares. O avanço tecnológico contribuiu para criar
modalidades de crime ainda mais sofisticadas, em que as
ligações dos estelionatários simulam vozes de pessoas
desconhecidas geradas por Inteligência Artificial (IA). A
relevância do tema requer uma política pública específica não
apenas para informar a população sobre os riscos que correm,
mas também para capacitar policiais a um combate em que
inteligência e conhecimento valem mais que a truculência.
Disponível em:
<https://oglobo.globo.com/opiniao/editorial/coluna/2024/07/policia-se-mostra-despreparada-para-enfrentar-criminalidade-no-meio-digital.ghtml>. Acesso em:
01 ago. 2024.
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