Paciente masculino de 33 anos chega a consultório devido a estar experimentando crises agudas de ansiedade com características
panicosas (taquicardia, sudorese, tremores, lipotimia, sensação iminente de morte, falta de ar e sensação opressora no peito) e que,
mesmo depois de instituído o tratamento com o escitalopram 10mg ao dia, ainda tem média de uma crise por semana. Nesta consulta,
ele também traz um fato novo, descrito por ele abaixo:
“Doutor, no momento que eu estou na crise, começo a desconhecer o lugar onde eu estou, mesmo quando a crise é em casa, os móveis
da casa, chego a não reconhecer nem minha esposa e nem meu filho, fico com uma sensação angustiante e desejando sair dali, como se
tudo estivesse distante, até que começa a diminuir aos pouquinhos, depois que me medico com o Rivotril sublingual que o senhor
passou, e aí volto ao normal”.
Nesta descrição, vemos uma alteração bastante comum encontrada em momentos de crise de pânico, chamada de: