Era uma tarde de inverno, e o silêncio dominava a
pequena vila escondida entre as montanhas. Clara, uma
menina de oito anos, caminhava lentamente pela trilha
coberta de folhas secas, segurando um cesto vazio.
Seus olhos brilhavam ao fitar o céu tingido de cinza,
enquanto o vento frio fazia suas tranças balançarem.
Ela havia prometido à avó colher algumas amoras para o
chá da noite, mas, ao chegar perto do bosque, algo
incomum chamou sua atenção. Um pássaro de
plumagem azul vibrante, diferente de qualquer outro que
já tivesse visto, estava pousado no galho baixo de uma
árvore. Clara parou, encantada. O pássaro, por sua vez,
a olhou com curiosidade, inclinando levemente a cabeça.
Sem pensar, Clara deixou o cesto cair e estendeu a mão
em direção à ave, que, para sua surpresa, não fugiu. Em
vez disso, soltou um leve trinado, quase como se
estivesse chamando-a para segui-lo. Hesitante, mas
tomada por um estranho impulso, Clara deu o primeiro
passo, adentrando o bosque como se estivesse entrando
em um mundo novo (FERREIRA, 2024).
O gênero literário predominante no texto é: