O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
(MAPA) confirmou, no dia 04 de setembro de 2021,
dois casos atípicos de encefalopatia espongiforme
bovina (EEB), conhecida como a doença da vaca louca,
em frigoríficos brasileiros. Existem diferentes encefalopatias espongiformes humanas, sendo uma das
denominações mais comuns a Doença de Creutzfeldt-Jakob. Sobre essa doença, é correto afirmar
A que é neurodegenerativa, caracterizada por provocar
uma desordem cerebral com perda de memória
e tremores. É de lenta evolução, e os tratamentos
disponíveis são focados na reposição de dopamina
no sistema nervoso central através de agentes
farmacológicos que inibem a degradação desse
neurotransmissor.
B que a variante da Doença de Creutzfeldt-Jakob
(vDCJ) é uma outra doença priônica que está
associada ao consumo de carne e de subprodutos
de bovinos contaminados com EEB.
C que sua causa e transmissão estão ligadas a uma
partícula infectante denominada “PRÍON” (do inglês
Proteinaceous Infections Particles ). Os príons são
agentes infecciosos de tamanho menor que o dos
vírus, formados apenas por ácidos nucleicos e
capsídeos.
D que, apesar da notificação de casos atípicos de
EEB, no Brasil, a vigilância epidemiológica nunca
detectou a forma típica (mais perigosa e potencialmente contaminante) em rebanhos bovinos, assim
como a variante Creutzfeldt-Jakob em humanos.
E que, para a Organização Mundial de Saúde
(OMS), a definição de um caso suspeito da doença
se baseia nas análises de exames, sinais e sintomas
e história epidemiológica do paciente. Dessa forma,
o caso pode ser definido como possível, provável e
definitivo, mas a confirmação final só pode ser feita
por meio do exame de DNA em amostra do cérebro
do paciente, após o óbito.