O Ministério da Saúde promove, anualmente campanhas para
a população sobre as principais zoonoses e suas formas de contágio, pois estima-se que cerca de 6 em cada 10 doenças infecciosas que acometem homens e mulheres sejam transmitidas por
animais. As doenças zoonóticas podem ser causadas por vírus;
bactérias; parasitas; ou, fungos. Considerando que as principais formas de transmissão são por: contato direto; indireto;
alimentos; e, vetores, analise as afirmativas a seguir.
I. Criptococose: causada por uma bactéria chamada Cryptococcus neoformans e Cryptococcus gattii. A doença é transmitida pela aspiração da bactéria, que costuma estar presente nas fezes de aves, sendo o pombo o principal hospedeiro. Entre os sinais clínicos encontra-se tosse seca.
II. Esporotricose: é uma micose subcutânea provocada pelos
fungos do gênero Sporothrix. A infecção ocorre, principalmente, pelo contato do fungo com a pele ou mucosa, por
meio de trauma decorrente de acidentes com espinhos, palha
ou lascas de madeira; arranhadura de animais doentes, sendo
o gato o mais comum. Em casos mais graves pode gerar dores
articulares severas.
III. Hantavirose: é uma zoonose viral aguda causada por um
vírus RNA, pertencente à família Bunyaviridae, gênero
hantavírus. A infecção humana por hantavirose ocorre
mais frequentemente pela inalação de aerossóis, formados
a partir da urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. Na fase inicial, a hantavirose pode causar: dor de cabeça, dor na região lombar e sintomas gastrointestinais, podendo evoluir para alterações cardiopulmonares de forma
rápida deixando paciente crítico.
IV. Tularemia: é uma doença febril causada por Francisella Tularensis, que é um pequeno bacilo aeróbio pleomórfico, Gram-negativo. Sua transmissão ocorre pela ingestão de alimentos
contaminados, mordidas de vetores artrópodes infectados
como o carrapato, inalação, ingestão de carnes de coelho,
sendo muito comum no Sul do Brasil e nos EUA. Os sintomas
são lesões ulcerativas locais e linfadenopatia regional.
V. Leishmaniose visceral: é uma zoonose de evolução crônica,
com acometimento sistêmico e, se não tratada, pode levar
a óbito até 90% dos casos. É transmitida ao homem pela
picada de fêmeas do inseto vetor infectado, denominado
flebotomíneo e conhecido popularmente como mosquito
palha, asa-dura, tatuquiras, birigui, dentre outros. No Brasil,
a principal espécie responsável pela transmissão é a Anopheles
darlingi.
Está correto o que se afirma apenas em