O mapeamento de riscos ocupacionais surgiu na Itália no
final da década de 60 e no início da década de 70, por meio
do movimento sindical. A respeito do modelo de Mapa de
Riscos difundido no Brasil, inclusive por meio de Portaria
específica do Ministério do Trabalho, é correto afirmar que
A no caso da indústria da construção, o mapa de riscos
do estabelecimento deverá ser realizado por etapa
de execução dos serviços, devendo ser revisto sempre que um fato novo e superveniente modificar a
situação de riscos estabelecida.
B alguns dos princípios mais importantes da metodologia do Mapa de Risco, como o da validação consensual, encontrou sérios óbices em nosso país, como a
dificuldade dos SESMT das empresas validarem uma
intervenção dos trabalhadores em sua área de atuação.
C a tentativa ministerial de incorporar o modelo operário
italiano no Brasil não foi bem sucedida em função da
fragilidade da capacitação dos representantes sindicais
brasileiros na área de segurança e saúde no trabalho.
D o modelo não encontra aplicação em vários setores
econômicos, sendo adequado apenas para estabelecimentos ou atividades que sejam desenvolvidas
em ambiente de trabalho com arranjo físico fixo, bem
definido, com meios de produção estacionários.
E a impossibilidade de enquadramento dos riscos de
caráter psicossocial, cada vez mais relevantes no
mundo do trabalho, fez com que o método se tornasse obsoleto e angariasse grande rejeição no movimento sindical brasileiro.