Ícone Questionei
QuestõesDisciplinasBancasDashboardSimuladosCadernoRaio-XBlog
Logo Questionei

Links Úteis

  • Início
  • Questões
  • Disciplinas
  • Simulados

Legal

  • Termos de Uso
  • Termos de Adesão
  • Política de Privacidade

Disciplinas

  • Matemática
  • Informática
  • Português
  • Raciocínio Lógico
  • Direito Administrativo

Bancas

  • FGV
  • CESPE
  • VUNESP
  • FCC
  • CESGRANRIO

© 2026 Questionei. Todos os direitos reservados.

Feito com ❤️ para educação

/
/
/
/
/
/
  1. Início/
  2. Questões/
  3. Língua Portuguesa/
  4. Questão 457941200736108

Quanto ao gênero, esse texto classifica-se como

📅 2019🏢 COPESE - UFPI🎯 TRF - 1ª REGIÃO📚 Língua Portuguesa
#Categorias Textuais#Análise Textual

1

457941200736108
Ano: 2019Banca: COPESE - UFPIOrganização: TRF - 1ª REGIÃODisciplina: Língua PortuguesaTemas: Categorias Textuais | Análise Textual
Texto associado

                               As autoridades têm liberdade de expressão?

                    Um agente de Estado não tem o direito de sair por aí falando

                                                 o que lhe dá na veneta

                                                                                                                                     Eugênio Bucci


A cultura política brasileira lida mal com a liberdade de expressão. A imensa maioria das lideranças – sejam de esquerda, sejam de direita, bem como as lideranças que se declaram “nem de esquerda nem de direita” – não se pauta pelo apreço ao direito que homens e mulheres têm de dizer o que pensam. Podemos generalizar, sem medo de errar: no Brasil, com pouquíssimas exceções, os políticos não compreendem – isso quando não hostilizam abertamente – o que a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, em 1789, na França, classificou como “um dos direitos mais preciosos do homem”: a livre comunicação das ideias e das opiniões.

Quase diariamente, chefes partidários, dos mais medíocres aos mais ilustres, bradam agressões contra a instituição da imprensa. Semana sim, semana não, um jornalista é vítima de ofensas morais ou intimidações físicas. Deputados que jamais alcançaram o sentido da palavra news (em inglês ou português) querem legislar contra as fake news. Quiseram proibir as notícias “prejudicialmente incompletas”, como se houvesse na face da Terra alguma notícia que não prejudicasse nenhum interesse – ou alguma notícia que não fosse, de algum modo, incompleta.

Atenção! Sob pretexto de conter as notícias fraudulentas, existem autoridades que planejam banir do território nacional não as reportagens falsificadas, mas o noticiário crítico e verdadeiro. Não fazem ideia de que a liberdade de expressão é parte necessária do direito que tem a sociedade de fiscalizar e contestar as ações dos governantes; acham que a crítica só atrapalha e que a comunicação social deveria cumprir a função precípua de adestrar os governados.

 Ese déficit da cultura política nacional costuma manifestar-se em episódios tristes, opressivos, que asfixiam os espaços democráticos. Mas de vez em quando há lances cômicos, lances de pastelão, como se a cena política no Brasil fosse uma paródia que faz troça dos ideais iluministas. Vez por outra aparece uma autoridade que, depois de praticar abusos verbais incompatíveis com sua função de Estado, vai buscar abrigo na desculpa de que disparou seus disparates exercendo sua “liberdade de expressão”. Aí, o legado iluminista é virado de pernas para o ar: a liberdade de expressão deixa de ser um direito do cidadão para questionar o Estado e se rebaixa a uma prerrogativa do Estado para intimidar a sociedade.

Há poucos dias tivemos um exemplo dessa desviante cômica, quando um general resolveu “tuitar” barbaridades. No dia 3 de abril, às vésperas do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que negaria o habeas corpus ao ex-presidente , ele postou nas redes sociais a seguinte declaração: “Asseguro à Nação que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais”.

Muita gente se assustou, é óbvio, e no dia seguinte não se falava de outra coisa. Até mesmo no plenário do STF as admoestações do militar repercutiram. De modo elegante, mas vigoroso, o ministro decano da Corte advertiu: “O respeito indeclinável à Constituição e às leis da República representa o limite intransponível a que se devem submeter os agentes do Estado, quaisquer que sejam os estamentos a que eles pertencem”.

Mais claro, impossível. Um agente de Estado tem a sua liberdade de expressão, por certo, mas isso não significa que ele tenha o direito de sair por aí falando (ou “postando”) o que lhe dá na veneta. As leis da República o limitam. Sem essas leis não teríamos ordem pública, muito menos ordem democrática.

[...]

Não, a liberdade de expressão não pode abrigar a autoridade que comete abusos, assim como o direito à privacidade não protege esconderijos da corrupção. Quando vamos aprender uma lição tão elementar?

Disponível em:<https://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,as-autoridades-tem-liberdade-de-expressao,70002264828> 

Quanto ao gênero, esse texto classifica-se como
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão

Esta questão foi aplicada no ano de 2019 pela banca COPESE - UFPI no concurso para TRF - 1ª REGIÃO. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Categorias Textuais, Análise Textual.

Esta é uma questão de múltipla escolha com 4 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.

Acelere sua aprovação com o Premium

  • Gabaritos comentados ilimitados
  • Caderno de erros inteligente
  • Raio-X da banca
Conhecer Premium

Questões relacionadas para praticar

Questão 457941200234354Língua Portuguesa

A única sentença em que a expressão destacada NÃO tem valor circunstanciativo é:

#Sintaxe#Análise Sintática
Questão 457941200310832Língua Portuguesa

Observe este período: Os problemas e as desigualdades da Educação são o grande desafio para todo governo sério. A reescrita desse período, além de est...

#Semântica Contextual#Reescrita Textual#Pontuação#Análise Textual#Sintaxe#Emprego da Vírgula#Concordância Verbal e Nominal#Estrutura Textual#Dificuldades da Língua Padrão
Questão 457941200610580Língua Portuguesa

Quanto ao número de sílabas, a palavra “metroviária” (linha 11) pode ser classificada como

#Fonologia#Estrutura Silábica
Questão 457941200822534Língua Portuguesa

Analise esta sentença e responda ao que se pede: Deus ajuda-me! Se se colocasse uma vírgula após a palavra “Deus”, a única consideração INCORRETA seri...

#Pontuação#Emprego da Vírgula
Questão 457941200849928Língua Portuguesa

Quanto ao uso ou não da vírgula depois das conjunções ‘porém’ (linha 04) e ‘porém’ (linha 08), pode-se afirmar CORRETAMENTE que

#Conjunções#Morfologia
Questão 457941201209215Língua Portuguesa

Todas as palavras destacadas estão grafadas corretamente, EXCETO em:

#Ortografia#Uso de Mal e Mau#Uso de Onde e Aonde#Uso de Por Que, Porque, Porquê, Por Quê#Dificuldades da Língua Padrão#Uso de Mas e Mais
Questão 457941201231439Língua Portuguesa

Em 2018, a Rede Globo lançou sua campanha nacional de valorização da escola pública. Este é o trecho de fechamento da campanha publicitária:Eu não sou...

#Compreensão e Interpretação Textual#Emprego do Ponto e Vírgula#Análise Sintática#Pontuação#Análise Textual#Sintaxe
Questão 457941201426933Língua Portuguesa

Em todo texto profissional, acadêmico ou técnico, como a redação parlamentar, tem-se que utilizar uma linguagem mais formal. Assim, NÃO há desleixo qu...

#Análise Textual#Diversidade Linguística#Dificuldades da Língua Padrão
Questão 457941201603962Língua Portuguesa

A única construção com coerência é:

#Análise Textual#Estrutura Textual
Questão 457941201937337Língua Portuguesa

A única construção que NÃO contém nenhum tipo de deslize gramatical é:

#Uso dos Conectivos#Pronomes Relativos#Análise Textual#Sintaxe#Morfologia dos Pronomes#Concordância Verbal e Nominal#Estrutura Textual

Continue estudando

Mais questões de Língua PortuguesaQuestões sobre Categorias TextuaisQuestões do COPESE - UFPI