Vera Nogueira e Célia Mioto, em seu
escrito “SUS e as exigências para os Assistentes
Sociais”, observam que o atendimento das
necessidades de saúde, promovido pelo Serviço
Social, requer
A a manutenção de um estreito vínculo com a
conjuntura internacional de capitalismo de
mercado onde a indústria farmacêutica domina
interesses econômicos e políticos, devendo a
categoria profissional trabalhar no âmbito da Educação em Saúde para romper com esse
paradigma dominante, direcionando os usuários
da área de saúde para espaços cada vez mais
alternativos de prevenção de situações de
vulnerabilidade.
B a criação de residências multiprofissionais fora do
âmbito exclusivo das universidades, aproveitando
os espaços existentes como postos de saúde
municipais, pronto-atendimentos e ambientes de
maior complexidade como espaços hospitalares.
C a priorização do atendimento primário e, ao
mesmo tempo, criar uma interlocução direta com
a esfera gestora de saúde do setor terciário para
impedir demoras na prevenção a fim de evitar
culminar na necessidade de tratamentos mais
urgentes e curativos, criando assim uma
estratégia de resolutibilidade quando houver
necessidade de atendimento mais complexo.
D a priorização dos Conselhos Municipais de Saúde
para empoderar cada vez mais as categorias de
base que são os verdadeiros tradutores e
interlocutores da população no que diz respeito
às reais e prioritárias necessidades de saúde.
E incentivo a um salto qualitativo nas condições de
vida, que não é automático e nem garantido ao
longo dos anos, mas depende da interlocução de
um conjunto de fatores, dentre os quais a
educação para a saúde associada à
integralidade. Trata-se de dar destaque à
articulação de equipes profissionais e dos
serviços que favoreça a consciência do direito à
saúde, rompendo com o modelo biológico do
processo saúde/doença.