O Estado capitalista tem configuração própria, de acordo, com o período histórico, a correlação de forças presentes e o regime
político implantado. Assim, uma definição que melhor permite uma apreensão dinâmica do Estado é a de que o Estado
A é a instância social maior de subordinação de um povo, pois atua em nome de uma unidade econômica, política e social,
onde as classes sociais se articulam e integram.
B nasce das necessidades recorrentes e sempre renovadas por novas mercadorias e a relação intrínseca da impossibilidade
concreta da satisfação sequer das necessidades essenciais da grande maioria da população.
C apresenta-se como um enorme conciliador entre os diversos setores concorrentes das classes dominantes, possibilitando
nesse processo a criação de estratégias que promovam a classe trabalhadora como sua aliada.
D estimula as diferenças e as divergências no amplo aspecto da vida social, mas, contraditoriamente, estabelece a contenção
das lutas reivindicativas, encaminhando-as para conquistas individuais e pontuais.
E é a condensação material de relações de força entre classes e suas frações, sendo espaço de dominação e de luta de
classes, cujos os enfrentamentos geram movimentos internos ao Estado, eventuais conquistas ou derrotas pelas classes
trabalhadoras ou subalternas.