A adaptação das condições de trabalho às características
psicofisiológicas dos trabalhadores, buscando um máximo de conforto, segurança e eficiência, constitui objetivo
da Ergonomia. O Ergonomista, com tal propósito,
A ao validar um diagnóstico elaborado para uma
determinada condição de trabalho, deve demonstrar seus achados junto àqueles que formularam
a demanda, que inclui desde a alta gerência (responsável pela aprovação do custo envolvido) até
as chefias intermediárias, que lhe permite prescindir do parecer dos trabalhadores operacionais do
estabelecimento.
B ao analisar as melhores posturas para as atividades
a serem realizadas, considerará que entre as poucas
desvantagens da posição sentada consta a elevada
solicitação da musculatura da coluna vertebral, assunção de variações posturais de risco e eventual
dificuldade de irrigação sanguínea dos membros inferiores.
C ao estudar as exigências biomecânicas da tarefa
a ser executada pelo trabalhador, deverá cogitar a
utilização mais prolongada da postura em pé, que
impede a tendência da acumulação de sangue em
uma das pernas pela utilização alternada de um lado
e outro do corpo como apoio, que reduz a atividade
eletromiográfica do lado demandado.
D considerará, em sua análise ergonômica do trabalho,
que o conforto do trabalho sentado é também função
do tempo de manutenção da postura, da altura do
plano de trabalho e da cadeira, das características
da cadeira, da adaptação às exigências usuais e dos
espaços para pernas e pés.
E deve considerar, em suas intervenções, algumas
características psicofisiológicas do ser humano,
como a capacidade de adaptar-se a posturas desconfortáveis se assim obtiver sucesso na tarefa e a
preferência pelo uso de segmentos corporais específicos de maneira repetitiva, em vez da utilização
alternada de toda a musculatura corporal.