As espécies vegetais são influenciadas por fatores ambientais e/ou edafoclimáticos que correspondem às condições físicas,
químicas e biológicas do solo, fotoperiodismo, variações de temperatura, umidade relativa, precipitação pluviométrica ou
irrigação, vento, arranjo de plantas (espaçamento e densidade de plantio), ambiência de instalações utilizadas para cultivo,
dentre outros. A Ecofisiologia é o estudo que trata dos processos e respostas vitais dos vegetais em função destas alterações.
Entender o papel da Ecofisiologia é fundamental para o entendimento de questões tanto ecológicas quanto morfofisiológicas,
imprescindíveis à compreensão de processos e interações. Considerando processos fisiológicos e ecológicos, sabe-se que
determinada espécie vegetal apresenta potencial de crescimento e desenvolvimento no semiárido da Bahia. São considerados
fatores relacionados à Ecofisiologia destas espécies, EXCETO:
A Dentre os fatores abióticos, a água é o mais limitante para o desenvolvimento das plantas, porque repercute em várias
características morfológicas e fisiológicas, bem como em diversos processos metabólicos essenciais, principalmente na fase
de produção de mudas e no crescimento inicial após o transplantio.
B Em condições de deficit hídrico ocorre a extensão da raiz para maior profundidade, onde o solo se encontra com maior
umidade. A atividade fotossintética é muito menos afetada pelo deficit hídrico do que a expansão das folhas. A inibição da
expansão foliar reduz o consumo de energia e de carbono e, assim, uma maior proporção de assimilados pode ser usada no
crescimento das raízes. À medida que o deficit hídrico progride, as camadas superiores do solo geralmente secam primeiro.
Dessa forma, as plantas normalmente mostram proliferação de raízes profundas à medida que a água nas camadas superiores do solo é esgotada. O crescimento das raízes mais profundamente no solo ainda úmido pode ser considerado como uma
alternativa de defesa contra a seca.
C O aumento da área foliar é uma resposta adaptativa precoce ao deficit hídrico. Uma vez que a diminuição de turgescência é
o primeiro efeito biofísico significativo de estresse hídrico, as atividades dependentes de turgência, como a expansão foliar
e o alongamento da raiz não são as mais sensíveis ao deficit hídrico. Uma área foliar menor transpira mais água, o que acarreta
maior perda de água no solo ao longo de um período curto. O aumento da área foliar pode, assim, ser considerado como uma
defesa contra o estresse hídrico. Em plantas determinadas, o estresse hídrico não limita o tamanho da folha e nem o número de
folhas.
D O deficit hídrico estimula a queda das folhas. Se as plantas submetem ao estresse hídrico após terem área foliar total maior,
as folhas vão murchar e, eventualmente, cair. O processo de ajuste da área foliar é uma alteração importante de longo prazo
que melhora a capacidade da planta se ajustar a um ambiente com limitação de água. Em regiões de seca, muitas plantas de
folha caduca adaptadas a esta situação ficam sem folhas durante períodos de seca, e após a chuva desenvolvem-se folhas
novas. A abscisão de folhas durante o estresse hídrico resulta em grande parte do aumento da síntese ou da resposta ao
etileno.
E Normalmente nas regiões da Bahia, as estações de frio e congelamento não ocorrem de forma extrema a ponto de causar
interferências como o congelamento celular. Entretanto, o frio não permite o crescimento normal, mas as temperaturas não
são suficientemente baixas para se formar gelo. Em regiões tropicais e subtropicais (25 a 35° C), as espécies são suscetíveis
a danos pelo frio (+/–10° C). Pelo contrário, os danos causados pela congelação ocorrem a temperaturas abaixo do ponto de
congelação da água. As propriedades da membrana mudam em resposta aos danos pelo frio. E em regiões do Nordeste, o
fenômeno da membrana celular, que é um elemento muito importante na tolerância e na sensibilidade ao frio e ao congelamento, não ocorre. As folhas de plantas submetidas a períodos de frio evidenciam inibição da fotossíntese, translocação
mais lenta de hidratos de carbono, taxas respiratórias mais baixas, inibição da síntese proteica e aumento da degradação
das proteínas existentes.