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Como funciona o “manto da invisibilidade”
desenvolvido por chineses
Batizado de Chimera, projeto experimental foi
inspirado em características do camaleão, da
rã-de-vidro e do dragão-barbudo; detalhes
foram publicados em revista científica
Acadêmicos das universidades de Tsinghua e
de Jilin, ambas na China, têm feito pesquisas
com o objetivo de desenvolver um “manto da
invisibilidade”. Em artigo publicado no último
dia 29 de janeiro na revista Proceedings of the
National Academy of Sciences (PNAS), a
equipe compartilha o andamento do projeto.
“Nosso trabalho tira as tecnologias de
camuflagem de um cenário restrito e as leva
para terrenos em constante mudança”,
afirmam.
Denominado Chimera, o “manto da
invisibilidade” é feito de metamateriais, ou
seja, materiais sintéticos capazes de manipular
ondas eletromagnéticas e ficarem
imperceptíveis a radares, conforme explica o
South China Morning Post. E o nome não foi
escolhido à toa: aspectos fundamentais do
projeto estão associados a três animais
diferentes — a quimera, por sua vez, é uma
figura mitológica grega cujo corpo consiste em
uma mistura de animais.
O trabalho tem como base características de
répteis de sangue frio. Do camaleão, a
habilidade de mudar de cor; da rã-de-vidro, a
capacidade de tornar parte do corpo
transparente; e do lagarto dragão-barbudo, o
poder de regular a temperatura corporal. A
ideia é construir uma “metassuperfície” que
seja indetectável a luz visível, micro-ondas e
raios infravermelhos.
Segundo o artigo disponível na PNAS, a
Chimera demonstrou capacidade de se adaptar
a diferentes paisagens (incluindo superfícies
aquáticas, praias, desertos e solos congelados)
devido à propriedade de reflexão de microondas. E, utilizando plástico PET e vidro de
quartzo, os pesquisadores também conseguiram que ela ficasse transparente, do
ponto de vista óptico, como a rã-de-vidro.
Além disso, para evitar que o calor gerado pela
eletricidade da Chimera fosse captado por
detectores de infravermelho, os pesquisadores
recorreram aos conhecimentos sobre o dragão-barbudo, que controla a temperatura corporal
mudando a cor das suas costas. Com uma
tecnologia mecânica baseada nesse fato, foi
possível diminuir a diferença térmica da
Chimera.
Apesar de ainda ser uma tecnologia
experimental, os pesquisadores apontam
possíveis aplicações. Por exemplo, no âmbito
militar, a Chimera poderia esconder objetos ou
pessoas, sendo assim uma ferramenta
estratégica. Já no âmbito da preservação
ambiental, o “manto da invisibilidade” poderia
contribuir para a observação não invasiva de
animais em seus habitats.
Revista Galileu. Adaptado. Adaptado. Disponível em
<https://revistagalileu.globo.com/tecnologia/notici
a/2024/02/como-funciona-o-manto-dainvisibilidade-desenvolvido-por-chineses.ghtml>