O significado da palavra “conservar”, segundo um dicionário de Língua Portuguesa,
tem as seguintes definições: manter em bom estado, guardar, preservar, continuar a ter, não perder
e durar. O emprego dessas definições deve, portanto, orientar as práticas de conservação do solo no
contexto agrícola. Sobre práticas conservacionistas dos solos agrícolas, é INCORRETO afirmar que:
A A consorciação da cultura principal com outras plantas, sendo estas para produção ou para melhorar
o solo, é uma prática que pouco contribui para diminuir erosão do solo e aumentar a diversidade
de espécies na área. Isso é particularmente importante em áreas inclinadas, pois a cobertura do
solo, de forma isolada, não contribui para controlar a erosão.
B Deve-se trabalhar o solo em condições adequadas de umidade, preparando-o nem muito seco e
nem muito úmido, ou seja, o solo deve apresentar teor de água suficiente para não levantar poeira
durante o preparo, mas sem ser excessivo para que venha a aderir aos implementos; o preparo
com o solo muito seco exige mais do trator e forma grandes torrões, necessitando de maior número
de passagens de implemento para destorroá-lo; já com excesso de umidade são maiores os riscos
de compactação, além de o solo aderir aos implementos, dificultando o trabalho.
C No preparo do solo, deve-se movimentar o solo o mínimo possível, pois a quebra excessiva dos
torrões pelas passagens de máquinas e implementos agrícolas deixa o solo mais sujeito ao
aparecimento de crostas superficiais e, em consequência, à erosão.
D O solo descoberto pode levar a significativas perdas de solo por erosão, podendo chegar a 10
toneladas por hectare por ano ou mais. Além disso, perdas de nutrientes por lixiviação e erosão
podem ocorrer em solo não adequadamente manejado, chegando a, aproximadamente,
1,8 kg ha-1 ano-1 de P e a 307 kg ha-1 ano-1 de K.
E A cobertura vegetal do solo (viva ou morta) é um dos princípios básicos em manejo e conservação
do solo, podendo ser realizada pelo cultivo de plantas melhoradoras. Por questões econômicas, é
recomendável que a fitomassa utilizada como cobertura do solo seja produzida no próprio local.
Por exemplo, fitomassas cultural residual ou de podas podem ser reaproveitadas como cobertura
morta, e devem sempre ser mantidas sobre a superfície do solo e nunca incorporadas.