Texto VII
Poupemos ao leitor a narração da cena vergonhosa
que aí se deu. Contentemo-nos com dizer que
Leôncio esgotou todos os meios brandos e
persuasivos ao seu alcance para convencer a
rapariga que era do interesse e dever dela render-se a seus desejos. Fez as mais esplêndidas
promessas e os mais solenes protestos; abaixou-se
até as mais humildes súplicas e arrastou-se
vilmente aos pés da escrava, de cuja boca não
ouviu senão palavras amargas e terríveis
exprobrações e, vendo enfim que eram infrutíferos
todos esses meios, retirou-se cheio de cólera,
vomitando as mais tremendas ameaças.
(GUIMARÃES, Bernardo. A Escrava Isaura.
São Paulo: Principis, 2021, p.63)