"O termo expografia foi inicialmente utilizado na França, a
partir da década de 1990, tendo na figura de André Desvallées
um grande defensor e difusor. A expografia ocupa-se, assim,
da estruturação de uma linguagem complexa, plurissensorial,
de grande intensidade de comunicação e grande capacidade
de rearticulação de conhecimentos prévios, que opera com os objetos tomados como vocábulos e por meio de uma sintaxe
abrangente que inclui o confronto, a taxionomia, a cronologia
e a contextualização em suas mais diversas articulações. A
expressão eficaz para a tradução do programa científico de
uma exposição. "
ARAÚJO, Marcelo. “Comunicação Museológica: desafios e perspectivas”.
Anais Seminários de Capacitação Museológica. Belo Horizonte: Instituto
Cultural Flávio Gutierrez, 2004. p.310.
Montaner, arquiteto, escritor e professor na Faculdade de
Barcelona, ao analisar os museus, afirma:
“No front mais vanguardista, foi se configurando o capítulo
heterogêneo do museu que quer deixar de sê-lo, dissolvendo-se na realidade, negando qualquer solução convencional e
representativa. No decorrer do século XX, o museu dirigiu-se
continuamente para seus limites, tentando rompê-los e
ultrapassá-los, revitalizando as críticas das vanguardas
artísticas ao museu, reconhecendo especialmente o caráter
problemático de qualquer lugar dedicado à arte
contemporânea. Durante o período da cultura pós-moderna,
consolidou-se a ideia genérica do antimuseu”
MONTANER, 2003, p. 110.
Os museus foram e são importantes instituições que
contribuem para o desenvolvimento social, colaborando em
conceitos como arte, cultura e nação. A partir de tal
perspectiva, é correto afirmar que, durante o período da
cultura pós-moderna, consolidou-se a ideia genérica do
antimuseu como