As interações de espécies influenciam a dinâmica populacional, definem a estrutura dos sistemas
ecológicos e proporcionam um rico contexto para evolução. Os principais tipos de interações de espécies
são as interações consumidor-recurso, a competição e o mutualismo, embora muitas variações sobre estes
temas tornem as fronteiras entre eles um tanto quanto indefinidas (RICKLEFS, R. E. A Economia da
Natureza. 5ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003). Sobre as interações entre as espécies, analise
as alternativas e assinale a INCORRETA.
A Os parasitas normalmente são muito menores do que seus hospedeiros e vivem ou na superfície de
seus corpos (por exemplo, carrapatos, piolhos e ácaros) ou dentro de seus corpos (por exemplo, vírus,
bactérias, protozoários, vários vermes e artrópodes). Muitos parasitas estão apenas casualmente
associados com seus hospedeiros, como no caso dos mosquitos que buscam refeições de sangue.
Outros permanecem dentro de seus hospedeiros por todo o seu ciclo de vida, e podem até mesmo ser
transmitidos entre hospedeiro mãe e filho, através dos óvulos do hospedeiro.
B Embora as interações consumidor-recurso constituam a relação ecológica mais fundamental entre as
espécies, elas são a base para dois outros tipos adicionais de interações: competição e mutualismo. Quando dois consumidores compartilham o mesmo recurso, cada um reduz sua disponibilidade para o
outro, havendo, neste caso, uma interação do tipo competição.
C Os indivíduos de diferentes espécies que vivem em associações íntimas formam uma simbiose. As
simbioses podem ser relações consumidor-recurso, como no caso das algas e fungos que formam
liquens, ou relações amensalistas, como muitos parasitas e seus hospedeiros.
D O mutualismo é uma interação entre duas espécies com benefícios para ambas. Mesmo assumindo
diversas formas, nele os parceiros geralmente suprem recursos complementares ou serviços. Por
exemplo, muitos insetos polinizam as plantas em troca do néctar ou de recompensas de pólen; as
bactérias nas raízes das plantas proporcionam nitrogênio para seus hospedeiros em troca de fontes de
carbono; os mamíferos ruminantes, como os carneiros e o gado, mantêm bactérias em compartimentos
especializados em seus estômagos e, em troca, as bactérias digerem os compostos das plantas que os
ruminantes não podem digerir.
E Os herbívoros se alimentam de plantas inteiras ou partes delas. Do ponto de vista das relações
consumidor-recurso, estes animais funcionam como predadores quando consomem plantas inteiras, e
como parasitas, quando consomem tecidos de plantas vivas, mas não matam suas vítimas. Assim, um
cervo pastando umas poucas folhas e caules funciona como um parasita, enquanto um carneiro que
consome uma planta inteira, arrancando-a pela raiz e macerando-a em partes sem vida, funciona como
um predador.