Leia o texto para responder à questão.
Enfim o escândalo chegou ao topo, e novos capítulos
ainda serão escritos. Na terça-feira 2 de junho, quatro dias
depois de ser reeleito para seu quinto mandato na presidência
da Federação Internacional de Futebol (Fifa), o suíço
Joseph Blatter convocou a imprensa e renunciou. Sentia,
disse, não ter “apoio no mundo futebolístico". O que ele não
tem, na verdade, é a distância requerida a alguém na sua
posição do lamaçal de corrupção, falcatruas e desvios de
dinheiro que engolfou a Fifa nas últimas semanas e já
levou sete dirigentes à prisão. A investigação, conduzida pela
polícia americana, bateu nos últimos dias em Jérôme
Valcke, braço-direito de Blatter, e foi aí que o chefe capitulou.
O celebrado padrão Fifa, sabemos agora, esteve ancorado
em estruturas corruptas que deixaram um legado nefasto
para o Brasil. Um ano depois da Copa, o país do futebol tem
estádios vazios, todos construídos a valores inexplicáveis e
amargando prejuízos – ao contrário da Fifa, aliás, que amealhou
lucro de 16 bilhões de reais com a megafesta de 2014.
(Veja, 10.06.2015. Adaptado)