Leia o caso a seguir.
M., de 22 anos, chega ao consultório com relatos de alteração
de comportamento há cerca de dez dias, mais ansioso que o
habitual. A família relata que M. apresenta um padrão estável e
persistente de experiência interna e comportamento que se
desvia acentuadamente das expectativas de sua cultura,
apresentando tal padrão desde a adolescência. Demonstra
déficits sociais e interpessoais com grande desconforto nos
relacionamentos, ideias de referência, tem fortes crenças em
telepatia, desconfiança, afeto limitado, ausência de amigos,
aparência excêntrica, ansiedade social excessiva. Nos últimos
dias, contudo, tornou-se mais “ansioso” que o habitual, se
queixando de sensações ruins no corpo, como formigamento,
aperto no peito, taquicardia, sem ligação alguma com nenhum
fator estressor. Os sintomas são frequentes, diários, e já duram
mais de cinco dias.
O diagnóstico compatível com o quadro descrito é de
Transtorno