No que se refere ao atendimento psicológico, quanto a demandas relacionadas a expressões
e vivências de gênero e sexualidade, e considerando o Código de Ética Profissional do Psicólogo
(CFP, 2014) e a publicação Psicologia e diversidade sexual: desafios para uma sociedade de
direitos (CFP, 2011), assinale a alternativa INCORRETA :
A No mundo contemporâneo, existem muitas expressões de gênero, uma multiplicidade de
femininos e masculinos, o que nos permite questionar a patologização da homossexualidade,
concepção técnica que está de acordo com a Resolução CFP 001/1999. Esta afirmação é coerente
com o fato de que é vedado ao psicólogo prestar serviços cujos procedimentos e técnicas não
estejam regulamentados pela profissão.
B As características de gênero são construções sócioculturais que variam através da história
e se referem aos papéis que a sociedade atribui a cada um do que considera “masculino” ou
“feminino”, portanto, não há qualquer intervenção psicológica a ser feita quanto às vivências de
gênero, tendo em vista tratar-se de uma questão apenas cultural. Esta afirmação é coerente com
o fato de que o psicólogo deverá levar ao conhecimento das instâncias competentes o exercício
ilegal ou irregular da profissão.
C A ausência de um pênis e um orifício vaginal seriam condições necessárias para determinar a
identidade de gênero feminina e a coerência do gênero masculino estaria dada pela presença do
pênis. Tal noção de humanidade, mediada pelo arbítrio médico, violenta o direito à identidade
e ao reconhecimento social da diversidade. Esta afirmação é coerente com o fato de que o
psicólogo deverá trabalhar apoiado nos valores que embasam a Declaração Universal dos
Direitos Humanos.
D A patologização da intersexualidade e da transexualidade está baseada na hegemonia de um
saber/poder médico que, fundamentado por uma concepção determinista do dimorfismo sexual,
visa promover supostos “gêneros saudáveis”. Esta afirmação é coerente com o fato de que ao
psicólogo é vedado induzir a convicções de orientação sexual, quando do exercício de suas
funções profissionais.
E É o pensamento normativo e hegemônico de identidades de gênero polarizadas que leva a
concepções patologizantes, segundo as quais o masculino se refere ao homem e o feminino se
refere à mulher, sendo essa distinção determinada pelo dimorfismo dos corpos. Esta afirmação é
coerente com o fato de que ao psicólogo é vedado praticar ou ser conivente com quaisquer atos
que caracterizem discriminação ou opressão.