///
O texto abaixo, da escritora Martha Medeiros, serve de base para a questão. Portanto, leia-o, atentamente, antes de responder a elas.
Na terra do “Se”
Se quem luta por um mundo melhor soubesse que toda revolução começa por revolucionar antes a si próprio.
Se aqueles que vivem intoxicando sua família e seus amigos com reclamações fechassem um pouco a boca e abrissem suas cabeças, reconhecendo que são responsáveis por tudo o que lhes acontece.
Se as diferenças fossem aceitas naturalmente e só nos defendêssemos contra quem nos faz mal.
Se todas as religiões fossem fiéis a seus preceitos, enaltecendo apenas o amor e a paz, sem se envolver com as escolhas particulares de devotos.
Se a gente percebesse que tudo o que é feito em nome do amor (e isso não inclui o ciúme e a posse) tem 100% de chance de gerar boas reações e resultados positivos.
Se as pessoas fossem seguras o suficiente para tolerar opiniões contrárias às suas sem precisar agredir e despejar sua raiva.
Se fôssemos mais divertidos para nos vestir e mobiliar nossa casa, e menos reféns de convencionalismo.
Se não tivéssemos tanto medo da solidão e não fizéssemos tanta besteira para evitá-la.
Se todos lessem bons livros.
Se as pessoas soubessem que quase sempre vale mais a pena gastar dinheiro com coisas que não vão para dentro dos armários, como viagens, filmes e festas para celebrar a vida.
Se valorizássemos o cachorro-quente tanto quanto o caviar.
Se mudássemos o foco e concluíssemos que a infelicidade não existe, o que existe são apenas momentos infelizes.
Se percebêssemos a diferença entre ter uma vida sensacional e uma vida sensacionalista.
Se acreditássemos que uma pessoa é sempre mais valiosa do que uma instituição: é a instituição que deve servir a ela, e não o contrário.
Se quem não tem bom humor reconhecesse sua falta e fizesse dessa busca a mais importante da sua vida.
Se as pessoas não se manifestassem agressivamente contra tudo só para tentar provar que são inteligentes.
Se fôssemos mais feras em tudo e menos preguiçosos.
Se em vez de lutar para não envelhecer, lutássemos para não emburrecer.
Se.
https://mpenhahist.blogspot.com/p/textos-interessantes.html/texto levemente modificado por Márcia Rebêlo e capturado em 25/04/2024
Com base no texto em questão, julgue as premissas abaixo e, na sequência, assinale a opção correta.
I. No trecho: “Se todas as religiões fossem fiéis a seus preceitos...”, o trecho grifado é classificado sintaticamente como “complemento nominal”.
II. O trecho seguinte: “Se mudássemos o foco e concluíssemos que a infelicidade não existe...” é classificado como período simples, já que possui apenas uma oração.
III. Em: “Se não tivéssemos tanto medo da solidão...”, o vocábulo “medo” é um substantivo abstrato.
IV. No trecho: “Se valorizássemos o cachorro-quente tanto quanto o caviar”, a palavra “cachorro-quente” perdeu o hífen. Ficando, portanto, da seguinte forma: “cachorro quente”.
V. Em: “Se acreditássemos que uma pessoa é sempre mais valiosa...”, o verbo “acreditássemos” está concordando com o pronome “nós”, que se encontra implícito.
Conforme o julgamento das premissas, são verdadeiras
Esta questão foi aplicada no ano de 2024 pela banca Instituto Ágata no concurso para Prefeitura de Anajás - PA. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Sintaxe, Morfologia.
Esta é uma questão de múltipla escolha com 5 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.