O Estado-nação pode se dissolver numa massa anárquica de
indivíduos super e sub privilegiados. Quanto mais clara é a
demonstração da sua incapacidade de tratar os apátridas como
“pessoas legai”, e quanto mais extenso é o domínio arbitrário do
decreto policial, mais difícil é para os Estados resistir à tentação
de privar todos os cidadãos da condição legal e dominá-los com
uma polícia onipotente.
Adaptado de ARENDT, Hannah. Origens do totalitarismo. São Paulo: Companhia das
Letras, 2012.
A filósofa pensa a respeito dos riscos inerentes ao Estado-nação e
seus desvios totalitários. No trecho, esse risco está baseado