No Sistema Único de Saúde, o modelo de redes regionais de atenção à saúde é um processo que exige a
cooperação solidária entre os municípios de determinada região de saúde e a qualificação da Atenção Básica
como instância organizadora do sistema e coordenadora do cuidado ofertado. São funções da Atenção Básica
nas Redes de Atenção à Saúde (RAS), EXCETO:
A Ser base: ser a modalidade de atenção e de serviço de saúde com o mais elevado grau de descentralização
e capilaridade, cuja participação no cuidado se faz sempre necessária.
B Coordenar o cuidado: elaborar, acompanhar e gerir projetos terapêuticos singulares, bem como
acompanhar e organizar o fluxo dos usuários entre os pontos de atenção das RAS.
C Ser uma atenção básica seletiva: dispor programas específicos destinados a populações e regiões pobres
a quem se oferece, exclusivamente, um conjunto de tecnologias simples e de baixo custo, providas por
médicos preferencialmente especialistas em medicina de família e comunidade e enfermeiros
preferencialmente especialistas em saúde da família e sem a possibilidade de referência a níveis de
atenção de maior densidade tecnológica.
D Ordenar as redes: reconhecer as necessidades de saúde da população sob sua responsabilidade,
organizando as necessidades desta população em relação aos outros pontos de atenção à saúde,
contribuindo para que a programação dos serviços de saúde parta das necessidades de saúde dos
usuários.
E Ser resolutiva: identificar riscos, necessidades e demandas de saúde, utilizando e articulando diferentes
tecnologias de cuidado individual e coletivo, por meio de uma clínica ampliada capaz de construir
vínculos positivos e intervenções clínica e sanitariamente efetivas, na perspectiva de ampliação dos
graus de autonomia dos indivíduos e grupos sociais.