O luto é uma reação natural e esperada ao rompimento
de um vínculo, é um processo de elaboração de uma perda
significativa, que não se aplica apenas a casos de morte,
mas também a outras situações. Sobre o luto e o trabalho
de luto, NÃO podemos afirmar que:
A entre as particularidades de cada caso, há uma série
de fatores envolvidos que pode complicar ou estender
o luto. Destaca-se que o luto por suicídio apresenta
especifi cidades por relacionar-se a uma morte violenta
e estigmatizada. Traz para o sobrevivente enlutado,
inevitavelmente, uma busca incessante pelo sentido
desse ato extremo e do valor da própria vida.
B é uma experiência de vida inevitável, imprevisível. Ele
consiste em um processo normal e esperado de ressignifi cação e transformação da relação com a pessoa
perdida, tarefa que permite sua elaboração. Contudo,
ele não finaliza com uma “resolução”, com a volta à
normalidade, mas sim com a incorporação da perda
na vida do enlutado.
C seguindo os passos de Elizabeth Kübler-Ross ou John
Bowbly, estudiosos de hoje ainda compreendem o luto
a partir de concepções pautadas em fases/ estágios,
insistindo que a avalição das fases do luto, de forma
mais genérica, torna mais possível avaliar de forma
justa e livre de preconceitos os sujeitos enlutados.
D o trabalho de luto/luto é um processo de transformação da relação com quem morreu. A elaboração não
depende somente de trabalhar a perda, mas também da
capacidade de afastar-se dela. Cada um experimenta
o processo de luto à sua maneira.
E Freud, em Luto e a Melancolia (1915), explicita que o
processo de luto se realiza através do teste de realidade
que, ao evidenciar reiteradamente que o objeto não
mais existe, exige que a libido se desprenda do objeto
perdido. Entretanto, sublinha que esta exigência não
é fácil de ser cumprida.