A relação Psicologia e Sistema Único
de Saúde – SUS deve ser discutida sob a ótica
dos princípios: integralidade, autonomia e coresponsabilidade e o da transversalidade, estando,
no entrecruzamento prático desses princípios a mais
genuína contribuição da Psicologia para o SUS.
Compreendemos que o ser-fazer do psicólogo sob
o prisma desses princípios é desafiador e complexo,
e suas perspectivas devem ser traçadas de modo
ativo, histórico-dialético, crítico e, sobretudo ético.
Existem alguns impasses que permeiam a atuação
do psicólogo no SUS e que consequentemente
implicam nas perspectivas e contribuições que
a psicologia pode “somar” nessa relação. Com
relação a esses princípios é INCORRETO afirmar
que:
A Princípio da autonomia e da co-responsabilidade: assim sendo, também é impossível se pensar em práticas dos psicólogos que não estejam imediatamente comprometidas com o mundo, com o país que vivemos, com as condições de vida da população brasileira, com o engajamento na produção de saúde. que implique a produção de sujeitos autônomos, protagonistas, coparticipes e corresponsáveis por suas vidas. Aqui, a interface da Psicologia com o SUS se dá pela certeza de que o processo de inventar-se é imediatamente invenção de mundo e vice-versa.
B Princípio da autonomia e transversalidade: assim sendo, também é impossível se pensar em práticas dos psicólogos que não estejam imediatamente comprometidas com o mundo, com o país que vivemos, com as condições de vida da população brasileira, com o engajamento na produção de saúde. que implique a produção de sujeitos autônomos, protagonistas, coparticipes e corresponsáveis por suas vidas. Aqui, a interface da Psicologia com o SUS se dá pela certeza de que o processo de inventar-se é imediatamente invenção de mundo e vice-versa.
C Princípio da inseparabilidade: se tomamos a Psicologia como campo de saber voltado para os estudos da subjetividade e se esta é entendida como processo coletivo de produção resultando em formas sempre inacabadas e heterogenéticas, é impossível separar, ainda que distinções haja, a clínica da política, o individual do social, o singular do coletivo; os modos de cuidar dos modos de gerir; a macro e a micropolítica. Fazer política pública – e o SUS é fundamentalmente política pública, porque de qualquer um -, é tomar esta dimensão da experiência coletiva como aquela geradora dos processos singulares. Neste sentido, pensar a interface da Psicologia com o SUS se dará exatamente por este ponto conector: os processos de subjetivação se dão num plano coletivo, plano de multiplicidades, plano público. O SUS, enquanto conquista do povo brasileiro, da humanidade, se faz como política pública de saúde.
D Princípio da transversalidade: a Psicologia, tal como qualquer outro campo de saber/ poder não explica nada. É ela mesma que deve ser explicada e isto só se dá numa relação de intercessão com outros saberes/poderes/disciplinas. É no entre os saberes que a invenção acontece, é no limite de seus poderes que os saberes têm o que contribuir para um outro mundo possível, para uma outra saúde possível.