Até meados do século XX, o Piauí tinha sua pauta de exportação baseada principalmente nos produtos
advindos do extrativismo vegetal e uma estrutura econômica que convergia para o mercado internacional.
Essa dependência em relação ao exterior se converteu em fragilidade do ponto de vista da ampliação dos
mercados e, depois, em situação de estagnação.
No entanto, na segunda metade do século XX, verifica-se no Piauí
A uma inserção no projeto nacional de integração, diminuindo sua estagnação econômica a partir da
inserção em importantes rotas do emergente aquecimento da economia das periferias do Brasil, com
impactos significativos na sua configuração territorial, antes marcada pelo isolamento e atraso.
B uma diversificação da estrutura econômica do Estado, que até a primeira metade do século XX concentrase fortemente no setor primário da economia, e a partir de investimentos em infraestrutura de redes, passa
a se sobressair o setor secundário, sobretudo nas décadas de 1950 e 1960.
C um acelerado processo de urbanização, que tem relação direta com o processo de industrialização do
Brasil e com a consequente entrada do Piauí na lógica de difusão dessas mercadorias (a partir da difusão
das rodovias, principalmente), o que representa importante indicador do desenvolvimento territorial do
estado.
D um ritmo acelerado de crescimento, sobretudo a partir da década de 1960, elevação da participação da
iniciativa privada em parceria do setor público e a estabilidade da produção, mas que se distribui de
maneira desigual no território, com destaque para a capital e alguns centros urbanos do interior.
E um processo de integração com o restante do Brasil, sobretudo por meio de rodovias, sem haver, com
isso, um fortalecimento econômico, mas apenas uma nova dinâmica que não suplanta a condição de
dependência do Piauí, desta vez subordinada à ascendente economia industrial do Centro-Sul.