O suicídio [...] é uma manifestação humana, uma forma
de lidar com o sofrimento, uma saída para livrar-se da
dor de existir. Por essa razão, considero o suicídio uma
carta na manga, isto é, aquilo de que o sujeito pode dispor
quando a vida lhe parecer insuportável. (CFP, 2013). Sobre
o comportamento suicida, sua clínica e os desafios para a
Psicologia, NÃO é correto afirmar que:
A a inexistência de explicação universal para o ato suicida
torna necessário considerar, para compreendê-lo, a associação de três fatores: os precipitantes (normalmente
atuais e externos ao sujeito), os internos (relacionados
à sua história de vida e aos transtornos mentais
preexistentes) e o contexto sociocultural do ato.
B o sujeito que tenta o suicídio ou que se suicida, a
princípio, é um sujeito que, com seu ato, desorganiza
a dinâmica familiar, social e médica. Ao dizer não à
existência, o sujeito desestabiliza a ordem, posto que
o suicida é aquele que subverte a ordem médica, contraria as leis cristãs e desafia a lógica capitalista.
C o psicólogo deve conscientizar-se que há diversos
fatores de risco para o suicídio. Há sempre uma vulnerabilidade psíquica que precisa ser compreendida.
A prevenção do comportamento suicida é um grande
desafio não só para a Psicologia, mas para toda a
sociedade, por ser um desafio social, econômico e
político.
D o suicida, normalmente, é uma persona non grata,
muitas vezes indesejado e “maltratado” pela equipe
médica. Isso porque ao tentar contra a própria vida,
o sujeito, de certa maneira, subverte a ordem médica
que, em consonância com sua ética, baseia sua prática
no princípio de que a vida está acima de tudo.
E alguns estudos relacionam o suicídio a transtornos
mentais. A depressão, por sua vez, figura como o mais
prevalente entre esses transtornos. Deste modo, não
há como não considerar a depressão como a maior
causa de suicídios.