"(... ) Planta, corte e elevação representam uma tríade
tradicional de representação que passa por esses filtros
de intenção dos autores dos projetos e são objeto para a
leitura e compreensão das obras nos sentidos total,
processual e construtivo. No entanto, é possível inferir
que o corte é, e foi historicamente, dentre tais, o
desenho de maior interesse, uma vez que se entende
essa representação como método do próprio projetar
arquitetônico. É no corte que o exercício de apreensão
da representação do real se faz mais notável, já que ele
contempla a dimensão vertical do desenho, isto é, a
dimensão que se relaciona com a escala do usuário e
com as noções de proporção. Em seu Manual of Section,
Paul Lewis, Marc Tsutumaki e David J. Lewis colocam
que ´o corte é o lugar onde espaço, forma e material se
encontram com a experiência humana´ (...) . Além disso
é também a ferramenta representativa que coloca o
projeto em diálogo com seu contexto, com a topografia
do espaço que ocupa. Mesmo estando sujeito às
limitações da representação, como qualquer desenho,
ele tem a capacidade de sintetizar de forma simultânea
as questões formais, programáticas, construtivas,
compositivas, espaciais e de organização dos projetos."
Fonte: Trecho do texto "A importância do corte na
representação e prática arquitetônica" de Júlia Dauden -
Publicado em 14 de junho de 2020 em archdaily.com.br.
De acordo com a ABNT NBR 6492, que fixa as
condições exigíveis de representação gráfica de
projetos, o corte em um projeto executivo deve conter:
I- simbologias de representação gráfica conforme as
prescritas na Norma;
II-eixos do projeto;
III- sistema estrutural;
IV- indicação das cotas horizontais;
V- indicação de cotas de nível acabado e em osso.
Marque a alternativa correta.