João tem 46 anos de idade e trabalha há 10 anos em uma
linha de montagem. Enquanto exerce suas atividades, ele
permanece por períodos longos em uma posição que acarreta
manutenção da abdução do membro superior direito, realizando
movimentos que requerem aplicação de força. Certa vez, João
compareceu ao ambulatório de saúde ocupacional de sua empresa
com queixa de dor latejante e profunda no ombro direito, de
pequena intensidade, iniciada havia algumas semanas. Ao exame,
apresentava dor na face lateral de ombro direito e região
escapular homolateral, que piorava à abdução de 60° a 120° e à
rotação externa do membro superior direito. Não havia atrofia
muscular ou limitação relevante de movimentação do ombro.