A atuação do psicólogo no hospital geral, que
representa uma especificidade da Psicologia da
Saúde no setor terciário, iniciou-se na década de
1950 com poucos profissionais psicólogos. Havia, no
país, profissionais com formação nas áreas das
Ciências Humanas os quais eram responsáveis pela
assistência psicológica aos pacientes hospitalizados.
Entretanto, verificou-se a necessidade do surgimento
dos cursos de graduação em Psicologia para
delimitar a atuação do psicólogo nas instituições de
saúde (Angerami-Camon, 2002). De acordo com o
exposto é CORRETO , afirmar que:
A A especialidade Psicologia Hospitalar foi
reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia
(2000), por meio da Resolução nº 014/2000, na qual
apresenta instruções para o psicólogo obter o
registro. Os profissionais que atuavam nessa área
solicitavam o registro de especialista após a
conclusão dos cursos de especialização
credenciados pelo Conselho Federal de Psicologia
ou diante da comprovação de experiência prática de
dois anos e aprovação nas provas teóricas.
B Como pioneira, a perspectiva psicanalítica,
focaliza que a psicologia hospitalar, em um primeiro
nível, a identificação dos pensamentos e sentimentos
do indivíduo hospitalizado para, em seguida, iniciar o
tratamento por meio de técnicas psicológicas,
especificamente a hipinose.
C No contexto hospitalar destaca a necessidade
de focalizar especificamente o paciente e a equipe
de saúde. No contato com o paciente, o psicólogo
constrói o vínculo terapêutico, mostra-se disponível
para a escuta das queixas e demandas,
identificando, de forma colaborativa, as situações
que provocam sofrimento, visando reorganizar a
tensão emocional.
D O Conselho Federal de Psicologia (2001), por
meio da Resolução nº 02/2001, definiu os
parâmetros para a atuação na área, considerando
relevante a avaliação e o acompanhamento psicológico aos pacientes hospitalizados com a
utilização das teorias e técnicas adequadas. A
resolução destaca que o psicólogo hospitalar
desenvolve diferentes tipos de intervenção, atende
apenas os pacientes que se encontram em
ambientes distintos (como a unidade de terapia
intensiva, enfermarias e ambulatórios).
E A partir de uma fundamentação fenomenológica
existencial, enfatiza que se trata de uma área a qual
visa minimizar, no paciente, o sofrimento gerado pelo
processo de hospitalização, por meio da escuta e da
empatia para iniciar a ressignificação ou atribuição
de novos significados às suas vivências, no entanto
o contexto familiar seria fator de desequilíbrio pós
alta.