A exposição ocupacional aos agentes químicos é objeto
da aplicação dos conhecimentos desenvolvidos no campo da Higiene do Trabalho, sendo correto afirmar:
A os asfixiantes físicos, além de seus efeitos fisiológicos específicos, têm a capacidade de competir com
o oxigênio no processo de troca gasosa que ocorre
na dimensão alveolar, fazendo com que o fornecimento de oxigênio, indispensável à geração de energia vital do organismo, fique comprometido.
B as substâncias classificadas como irritantes para os
pulmões apresentam elevada solubilidade em água,
característica essa que lhes dá a capacidade de
alcançar os alvéolos pulmonares com reatividade capaz de provocar ação irritante intensa, sendo exemplos típicos os gases nitrosos gerados na combustão
de combustíveis fósseis.
C para a Higiene do Trabalho, as diferenças físico-químicas entre gases e vapores quanto à capacidade
de dispersão em um determinado ambiente implicam
a impossibilidade de estudar tais substâncias conjuntamente quanto à exposição ocupacional, pois a
nocividade de uma e de outra independe do ponto de
saturação dos vapores.
D por absoluta ausência de evidências, deve-se presumir que as partículas insolúveis ou fracamente
solúveis não têm potencial para causar quaisquer
danos nas vias aéreas superiores dos trabalhadores,
não se identificando a necessidade de recomendar
limites de concentração ambiental ou de exposição
ocupacional para tais agentes.
E a classificação fisiológica dos gases e vapores, que
se dá em função de sua ação mais significativa ou
efeito mais importante sobre o organismo, redunda
em três grupos: irritantes, anestésicos e asfixiantes;
que não impede que uma substância classificada em
um dos grupos possua, também, características de
outros grupos.