A primeira palavra do texto, ‘Apesar’ (l.01), introduz uma ideia de...
🏢 FUNDATEC🎯 Câmara de Triunfo - RS📚 Língua Portuguesa
#Análise Sintática#Análise Textual#Sintaxe
Esta questão foi aplicada no ano de 2018 pela banca FUNDATEC no concurso para Câmara de Triunfo - RS. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Análise Sintática, Análise Textual, Sintaxe.
Esta é uma questão de múltipla escolha com 5 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Largar as redes sociais?
Apesar das críticas ___ redes sociais e inclusive das campanhas midiáticas para abrir mão
delas, poucos usuários tomam a decisão de apagar suas contas. O Twitter continua com seus
300 milhões de perfis, o Facebook tem mais de dois bilhões, e o Instagram segue crescendo e
já passa dos 500 milhões. Jaron Lanier, pioneiro da internet e da realidade virtual, considera
que os benefícios dessas redes não compensam os inconvenientes. Em seu último livro, dá
motivos para largar o Twitter, o Facebook e inclusive o WhatsApp e os serviços do Google. Se
pudermos. E mesmo que seja só por uma temporada. Estes são alguns dos motivos que ele
propõe nesse texto escrito a modo de manifesto:
1. Você está perdendo sua liberdade. As redes sociais, em especial o Facebook,
pretendem guardar registro de todas as nossas ações: o que compartilhamos, o que
comentamos, o que curtimos, aonde vamos. “Agora todos somos animais de laboratório”,
escreve Lanier, e participamos de uma experiência constante para que os anunciantes nos
enviem suas mensagens quando estivermos mais ..................... a elas.
Isso também teve consequências políticas: os grupos que distribuem notícias falsas
encontraram uma “.............. desenhada para ajudar os anunciantes ___ alcançarem seu público
objetivo com mensagens testadas para conseguir sua atenção”. Para o Facebook tanto faz se
estes “anunciantes” são empresas que querem vender produtos, partidos políticos ou difusores
de notícias falsas. O sistema é o mesmo para todos e melhora “quando as pessoas estão
irritadas, obcecadas e divididas”.
2. Estão lhe deixando infeliz. Lanier cita estudos que mostram que, apesar das
possibilidades de conexão que as redes sociais oferecem, na verdade sofremos “uma sensação
cada vez maior de isolamento” por motivos tão díspares como “os padrões irracionais de beleza
e status, por exemplo”. Os algoritmos, escreve ele, nos colocam em categorias e nos ordenam
segundo nossos amigos, seguidores, o número de curtidas ou retuítes, o muito ou pouco que
publicamos… São critérios que nos parecem pouco significativos, mas que acabam tendo efeitos
na vida real: “Nas notícias que vemos, em quem nos aparece como possível relacionamento
amoroso, em que produtos nos oferecem”. Também podem acabar influenciando em futuros
trabalhos: muitos dos responsáveis por recursos humanos procuram seus candidatos no
Facebook e no Google.
3. Estão enfraquecendo a verdade. Lanier lembra que as teorias da conspiração mais
loucas (ele dá o exemplo dos antivacinas) frequentemente começam nas redes sociais, onde seu
eco se amplifica, “antes de aparecerem em veículos de comunicação extremamente partidários”.
4. Estão destruindo sua capacidade de empatia. Com esse argumento, Lanier se refere
principalmente ___ bolha, termo criado por Eli Pariser. No Facebook, por exemplo, as notícias
aparecem na tela de acordo com as pessoas e os veículos de comunicação que seguimos e,
também, dependendo dos conteúdos de que gostamos. A consequência é que nas redes
frequentemente acessamos somente nossa própria bolha, ou seja, tudo aquilo que conhecemos,
com o que estamos de acordo e que nos faz sentir confortáveis. Ou seja, não vemos outras
ideias, recebemos somente suas caricaturas. E, consequentemente, em vez de tentar entender
as razões por ....... de outros pontos de vista, nossas ideias se reforçam e o diálogo é cada vez
mais difícil.
5. Não querem que você tenha dignidade econômica. Lanier explica que o modelo de
negócio que predomina na Internet é consequência do “dogma” de acreditar que “se o software
não era grátis, não podia ser aberto”. A publicidade foi vista como uma forma de solucionar esse
problema.
Essas são somente algumas das razões expostas por Lanier em um livro que, como o próprio
autor admite, nem mesmo chega a tocar alguns temas que não o afetam tão diretamente, como
“as pressões insustentáveis em pessoas jovens, especialmente mulheres” e como “os algoritmos
podem discriminá-lo por racismo e outras razões horríveis”. Lanier não quer acabar com a
Internet. Pelo contrário: deixar as redes, ainda que somente por um tempo, pode ser uma forma
de saber como estão nos prejudicando e, principalmente, percebermos o que poderiam nos
oferecer.
Adaptado de: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/08/28/tecnologia/1535463505_331615.html
A primeira palavra do texto, ‘Apesar’ (l.01), introduz uma ideia de _________, classifica-se como ____________________ e tem o mesmo sentido de ____________.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.