A esporotricose é uma infecção crônica da pele e
do tecido subcutâneo de animais e humanos, sendo
uma das principais micoses de implantação diagnosticadas no Brasil.
A respeito dessa doença, é correto afirmar que
A é uma zoonose causada por fungos dimórficos do
complexo Sporothrix schenckii , encontrados comumente na vegetação, no solo e na matéria orgânica
em decomposição; no solo ou em meio de cultura a
25°C, multiplica-se na forma de levedura, enquanto
em meio de cultivo a 37°C ou em parasitismo encontra-se na forma filamentosa.
B os fungos do complexo S. schenckii são encontrados exclusivamente em mamíferos; os carnívoros
domésticos e equinos são suscetíveis à infecção por
estes fungos; além disso, existem relatos da presença
do fungo em outros animais como primatas, bovinos,
camelídeos, caprinos, suínos e golfinhos.
C as opções terapêuticas disponíveis para o tratamento da esporotricose felina são os azólicos itraconazol e cetoconazol, os triazólicos posaconazol e
fluconazol, os iodetos de sódio e potássio, a terbinafina, a anfotericina B, a remoção cirúrgica das lesões,
a termoterapia local e a criocirurgia.
D estudos moleculares demonstraram que Sporothrix schenckii é um complexo de diferentes espécies: S. brasiliensis , S. chilensis , S. globosa , S. lurei , S.
mexicana , S. pallida e S. schenckii stricto sensu . No
Brasil, a maioria dos casos relatados está relacionada
à transmissão zoonótica do S. schenckii .