A investigação e análise de acidentes de trabalho, do
ponto de vista do gerenciamento de riscos, constituem
atividades que cumprem importante papel na geração de
subsídios necessários à implantação de um processo de
melhoria contínua na gestão da segurança e saúde no
trabalho, na organização. Entre as técnicas passíveis de
utilização, consta
A a abordagem que classifica todos os fatores identificados na investigação em duas rubricas: uma que
congrega os fatores comportamentais, que devem
ser restritos à vítima, e outra que reúne todos os fatores que são pertinentes às condições de trabalho,
como o estado de máquinas, equipamentos e ferramentas manuais utilizados pela vítima.
B a Árvore de Causas, método publicado originalmente
pelo Institute National de Recherche et de Sécurité
– INRS, da França, que tem caráter sistêmico; tem
como unidade de análise a atividade e leva à construção de um diagrama que se inicia com o acidente
analisado e vai incorporando, à luz do raciocínio lógico, os antecedentes-estado ou variações que compareceram nos determinantes do acidente.
C o Diagrama de Ishikawa, que, ao trabalhar com classes de determinantes de eventos, permite separar
aqueles que têm raízes comportamentais e são passíveis de correção no curto prazo, daqueles provocados por aspectos estruturais do ambiente e das
condições de trabalho, que envolvem tempo, são
mais onerosos e demandam aprovação da alta administração da organização.
D a Árvore de Probabilidades de Eventos, que deve
ser aplicada na investigação e análise em organizações cujos Serviços Especializados em Engenharia
de Segurança e em Medicina do Trabalho utilizem
a Análise de Árvores de Falhas como técnica de
avaliação de riscos, por apresentarem semelhanças
quanto ao uso da álgebra booleana na construção de
diagramas causais.
E a Análise Coletiva de Atos Inseguros, que, para ser
implantada, exige a participação de trabalhadores
que realizam atividades semelhantes àquelas do acidente objeto de análise e uma política de gestão de
pessoas que não pratique a punição como argumento para corrigir comportamentos dos trabalhadores
que se disponham a participar.