Em relação aos conhecimentos desenvolvidos na Higiene do Trabalho, no estudo da sobrecarga térmica, como a
definição dos parâmetros envolvidos, forma de avaliação
e efeitos sobre a saúde do trabalhador, é correto afirmar:
A dependendo da suscetibilidade do trabalhador ao calor, é possível promover sua rápida aclimatação para
o trabalho em condições de sobrecarga térmica,
mediante a realização de atividades físicas em condições ambientais semelhantes àquelas nas quais
se dará a atividade de trabalho, fazendo com que a
temperatura do núcleo do corpo aumente um ou dois
graus centígrados e diminua a sobrecarga fisiológica
por calor.
B o Índice de Bulbo Úmido – Termômetro de Globo
(IBUTG) sofre influência da temperatura do ar, do
calor radiante, da velocidade do ar e da umidade do
ar, não levando em consideração integralmente todas as interações de uma pessoa com o ambiente e
tampouco consegue levar em conta condições especiais, como o aquecimento por fontes de microondas
e radiofrequência.
C na medida em que há um aumento de calor ambiental, há uma reação no organismo humano no sentido
de adaptar-se, consistindo em processos fisiológicos que acelerem a perda de calor para o ambiente,
entre os quais incluem-se a vasoconstrição periférica e a sudorese, que é influenciada pela umidade
relativa do ar.
D a determinação do Índice de Bulbo Úmido – Termômetro de Globo (IBUTG) em locais de trabalho sem
exposição direta à radiação solar, mas com fontes de
calor dispersas pelo ambiente, envolve medições da
temperatura de bulbo úmido natural, da temperatura
de globo e da temperatura de bulbo seco.
E por conta da multiplicidade dos fatores envolvidos,
como o ambiente, o tipo de atividade realizada, as
características das vestimentas, o calor metabólico
e os tipos de fontes, o gerenciamento da exposição
ocupacional ao calor desconsidera as suscetibilidades individuais, posto que a sobrecarga fisiológica
pouco varia de pessoa para pessoa em condições
idênticas de sobrecarga térmica.