Nas políticas sociais, a centralidade no trabalho social com famílias tem destaque, com inovação do conceito de família e elementos que permitem a reconstrução de um trabalho em bases críticas. Portanto, dentre as novas configurações para que essa
ação possa contribuir com a superação da subalternidade histórica dos usuários, é correto afirmar que
A o trabalho deve partir da concepção natural de família e de suas obrigações, e ser direcionado para aquelas que falharam
na sua responsabilidade de cuidado e proteção de seus membros, isto é, com foco para a incapacidade destas, na medida
em que as ações públicas devem compensar falência familiar.
B as respostas para as situações de carência enfrentadas pela família devem ser buscadas de forma individualizada por
meio de recursos da própria família e da comunidade, que podem desencadear um projeto de sociedade com bases na
solidariedade, cabendo ao Estado um papel secundário.
C o trabalho realizado com as famílias deve ultrapassar a noção de subjetividade individual para a dimensão coletiva,
promovendo a organização social, a participação popular, e a passagem da necessidade ao direito, como possibilidades
concretas de construção de novos significados e práticas, inclusive a de sujeitos de direitos.
D as práticas devem estar voltadas para o aconselhamento e acompanhamento que tenham a perspectiva de ensinar a família a administrar recursos, disciplinar os filhos, exercer as funções do cuidado e proteção, considerando que as situações
que a impedem de exercê-las, estão circunscritas na própria dinâmica familiar.
E as questões relacionadas ao cotidiano das famílias, como a maternidade, paternidade, criação dos filhos e a proteção de
seus membros, são de natureza estritamente privada e, dessa forma, as situações-problema que acontecem e que fogem
aos padrões de normalidade devem gerar responsabilização exclusivamente da própria família.